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  Quem nos conta a história desta Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, situada na antiga Rua da Cruz (hoje a Rua do Ouvidor), no Rio de Janeiro, é o extraordinário cronista do Rio antigo Vieira Fazenda, isto lá pelos idos de 1902, em sua Antiqualhas e Memórias do Rio de Janeiro.

  Não apenas a história da igreja, construída em 1750, mas do oratório que a precedeu e da devoção que veio lá de Portugal. Deveria chamar-se Lapa dos Mascates, mas realmente Lapa dos Mercadores ficou melhor, todos devem concordar. Que resultou de uma junção do oratório e da capela existentes, um próximo à outra. Pois esta joia do Centro Histórico do Rio de Janeiro, que conheci mais de perto no casamento de Álvaro e Marilena e onde fomos assistir a uma dolorosa missa de trigésimo dia num certo 27 de junho, é também palco de algumas cenas emocionantes do livro Sabará 18. Estive lá recentemente, fazendo uma breve oração, antes de ir almoçar com meu amigo Ricardo no Rio Minho, Rua do Ouvidor, número 10.

  Quem quiser ler um pouco mais sobre a história desta igreja deve ir mesmo até as Antiqualhas, de Vieira Fazenda.

  Quer saber que livro é este sobre Sabará, a antiga Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará? Uma obra de ficção cuja história se passa no Sabará do século XVIII. Veja aqui em nossa Livraria Virtual.

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(21 de maio de 2012)

                                             

Um site brasileiro de livros e leitores que vale a pena visitar: Skoob. A proposta é reunir leitores, autores, grupos de interesse, e editoras num só local. Segundo o próprio site são mais de 25 milhões de pageviews por mês, o que parece impressionante. Mas é muito mais do que isto. Permite que o leitor faça sua própria resenha do livro lido e dê uma nota de avaliação. Esta nota permite ao site fazer uma estatística de satisfação dos leitores com cada livro. Outra coisa que se pode deduzir do site, na opinião de leitores, são as preferências do público frequentador. Harry Potter vem em primeiro lugar, com mais 75 mil leitores cadastrados no site. Façam uma visita, cadastrem-se e criem sua estante.
E a propósito vale a pena também conhecer outras redes sociais no mundo. Alguns de nossos livros estão lá também.
Open Library
Goodreads
Listal
(15 de maio de 2012)


Sabará - Pintura de Guignard óleo sobre tela (coleção particular)

     Jean-Paul Sartre uma vez escreveu "New York, cidade colonial". Agora é minha vez, com muito menos mérito, de decantar Sabará, cidade colonial. Por favor, visitem Sabará. Façam como aqueles que foram conhecer a Rosslyn Chapel depois de lerem o Código Da Vinci. Leiam o livro Sabará 18 e depois conheçam a Igreja do Carmo, a Igreja das Mercês, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Igrejinha do Ó, todas elas palco de cenas do livro. Conheçam a casa do Padre Correia, com sua ermida, em cuja entrada existe uma imagem de São José de Botas, presente ao longo do livro. Conheçam o Chafariz do Kaquende, a Igreja do Rosário e o Hospício da Terra Santa (infelizmente hoje uma propriedade particular). Conheçam a Casa de Ópera, que a personagem Diane d'Anjour provavelmente iria sugerir ao Senado da Câmara, como aquela de Paris. Esqueçam Tiradentes, Ouro Preto, São João del Rei e Mariana. Já foram muito bem aquinhoadas. Ajudem a salvar o patrimônio histórico de Sabará.


Veja aqui um romance cuja história se passa em Sabará do século XVIII.
Sabará 18 - Carlos Vieira


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Uma possível interpretação para o nome de Sabará, a antiga Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, é que o nome se derive do termo "curva do rio" acrescido originalmente de um "buçu" (ou bussu como se escrevia), que quer dizer "grande" na língua dos índios. Portanto, uma curva grande do rio. E esta curva seria o encontro do Rio das Velhas com o Rio Sabará. Esta tela que aí vemos reproduzida é obra do artista Johann Georg Grimm (1846-1887), e recebeu o título de "Vista Panorâmica de Sabará". Em alemão: Panoramablick of Sabará Studie für den Vorhang des Opernhauses von Sabará. Um estudo para o pano de boca da Casa de Ópera de Sabará. No livro Sabará 18, de Carlos Gentil Vieira, um personagem assustado diz que Mademoiselle Diane d'Anjour vai acabar querendo criar até uma Casa de Ópera na Vila Real. Neste caso, apenas imaginação do autor. Nem uma coisa nem outra são verdadeiras. Mas a Casa de Ópera realmente foi construída mais tarde (inaugurada em 2 de junho de 1819), lá esteve em visita o Imperador D. Pedro I, e lá também nossa autora independente Josélia Teles e Sandra Teles interpretaram "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, já nos anos 60. Sabará tem tradição, minha gente,  e merece ser preservada como monumento histórico. Enterrem meu coração na curva do rio...

(8 de maio de 2012)



Veja aqui como comprar o livro Sabará 18
disponível em formato impresso ou eBook.













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