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Acho que não temos escolha. Temos que aprender a ler livros em dispositivos móveis. Agora mesmo decidimos tornar gratuitos para bibliotecas dois ebooks na Smashwords. É uma maneira de tornar mais acessível os nossos livros no mundo todo. Mesmo assim, sabendo que cerca de R$6,00 (que é quanto custa o ebook Sabará 18, por exemplo) não faz falta a ninguém, muito menos a bibliotecas públicas nos Estados Unidos.
(Imagem ao lado cedida gentilmente por Imagerymajestic/FreeDigitalPhotos.net)
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Foi Clarissa, com aquela sensibilidade característica, quem me introduziu à edição patrocinada pelo Governo de Minas Gerais do álbum "Cartões de Guignard para Amalita". Alberto da Veiga Guignard, a quem foi dedicado o Museu Casa Guignard (Ouro Preto), foi um dos mais expressivos pintores modernistas do Brasil. Quando tinha 36 anos apaixonou-se por uma moça do Rio de Janeiro, de nome Amalita Fontenelle, e para ela desenhou e pintou muitos cartões pelos mais variados motivos, cartões estes que nunca foram entregues. Por algum motivo desconhecido coube a Oswald de Andrade e a seus herdeiros preservarem este acervo maravilhoso. A coleção, em determinada época, foi oferecida ao Museu e deu origem a uma primorosa edição, infelizmente esgotada. O álbum "Cartões de Guignard para Amalita" é a prova concreta do que pode fazer o Governo para apoiar realmente a Cultura. Nós todos ficamos devendo a Eleonora Santa Rosa e Priscila Freire, e aos patrocinadores, a preservação de um patrimônio cultural riquíssimo. Será que ninguém quer fazer coisa parecida com Sabará?
(25 de setembro de 2012)
(25 de setembro de 2012)
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Sobre este lançamento, entrevistamos o autor. Abaixo, as perguntas e respostas:
V: Qual o título de seu novo livro, agora publicado nos Estados Unidos?
W: The Project 3.7 and Us : Stories from a Brazilian family while living in Chicago. Eu trabalhava na IBM e fui designado para um projeto da Empresa em Chicago, o “Projeto 3.7”, que acabou tendo influência importante na vida de toda a família.
V: Por que você resolveu publicar o livro também em inglês?
W: Em Chicago, fizemos, entre outros, amigos americanos nos subúrbios onde moramos, além de colegas de trabalho. Estes constituíam um grupo internacional e nos comunicávamos em inglês. Considerando que o livro menciona vários desses amigos e colegas, pensei que eles gostariam de ler minhas histórias, ocorridas na mesma época e na mesma região.
Depois, achei provável que os amigos americanos mais recentes também se interessassem pelo livro. Estes são os amigos de meu filho e de minha nora americana, que residem na Califórnia, mais os parentes dela, com quem nos relacionamos muito bem. Além deles, espero que meus dois netos americanos, que ainda não leem em Português, saibam de nossa temporada em Chicago, que acabou sendo a causa remota do pai deles ter ido estudar Engenharia nos Estados Unidos e acabar ficando por lá.
Finalmente, considerei a probabilidade menor de pessoas que não leiam Português se interessarem pelo assunto do livro. Neste caso, estou contando com a divulgação por outros amigos e parentes que moram nos Estados Unidos e na Europa.
V: Onde o leitor pode encontrar para compra? Na Quinta Avenida?
W: Se ele morar ou estiver em um hotel na Quinta Avenida ele poderá acessar o site da Amazon ou da Createspace e comprar o livro. Mas, claro, o acesso a esses sites não é privilégio dele. A internet está ao alcance de todos.
V: Como conciliar a atividade de escritor com a de editor?
W: Tenho tempo para as duas atividades. Como escritor, preciso buscar inspiração e dedicação; como editor, faço um esforço grande para que o livro seja impresso corretamente, com uma apresentação atraente e que propicie uma leitura confortável. Especialmente no caso desta publicação, procurei fazer uma distribuição a mais ampla possível.
V: Qual a sua expectativa de público a ser atingido pelo livro?
W: Em termos qualitativos, as pessoas que me levaram a publicar a edição em Inglês, já mencionadas. Em termos quantitativos, não faço a menor ideia.
V: Podemos esperar uma versão eBook?
W: Estou tratando do assunto. A Amazon está me cobrando, resolverei em breve.
(8 de setembro de 2012)
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