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Este é um livro muito antigo. Muito mesmo. Talvez de um autor independente, já que naquele tempo ainda não se cogitava em editoras. Era tudo feito por copistas. Escrito no terceiro século por Hipólito de Roma como uma refutação a todas as heresias cristãs. Naquela época abundavam as seitas gnósticas das mais variadas tendências e visões, sobretudo sobre a origem do universo e do homem. Então, os teólogos da ortodoxia cristã fizeram uma sistemática campanha para refutá-los e desmentir seus conceitos. Foi a época de Orígines de Alexandria e Eusébio de Cesareia. Quem ficar interessado pode encontrar este livro na Amazon.
(Foto cedida por Teeratas/FreeDigitalPhotos.net)

(11 de novembro de 2012)


As projeções do mercado de tecnologia, neste final de 2012, sinalizam que os tablets (tipo iPad da Apple) estão vencendo a batalha pelos eBooks. De fato, parece que o mercado caminha aceleradamente para a leitura de livros digitais em tablets de diversos fabricantes. E assim, como ficam o Kindle (da Amazon) e o Nook (da Barnes and Noble)? Vão ceder lugar para múltiplas plataformas. Não é por acaso que a Smashwords, editora de nossos eBooks, oferece a opção do usuário escolher o formato que mais lhe agrada. Neste mercado fica muito difícil estabelecer um padrão.
Porém, mais interessante ainda será o debate entre eBook e livro impresso, que envolve não apenas escritores, editores e livrarias, mas o grande consumidor. Talvez a coisa, mais uma vez, se resolva por faixa etária. Quem tem até 30 anos hoje, dizem as pesquisas, tende a ler cada vez mais eBooks. Além disso, tem a questão do preço. Os nossos livros digitais estão na faixa de até R$10,00. Podem procurar no iTunes.

Foto cedida por FreeDigitalPhotos.net

(8 de novembro de 2012)

Casarão colonial na Rua Direita, em Sabará,
 onde viveram Hilário e Alice  (foto Clarissa Horta)
Nas vilas coloniais mineiras, e mesmo em São Paulo e no Rio de Janeiro, a principal via pública costumava chamar-se Rua Direita. Em Sabará, Ouro Preto, São João del Rei, Tiradentes, existiu uma rua com este nome. Geralmente era onde moravam as famílias mais abastadas da Vila, próxima ao centro administrativo. Este costume veio de Portugal. E não tem nada a ver com uma rua em linha reta. Algumas realmente o são, outras nem tanto. Estas ruas estão sempre associadas a uma das igrejas principais da vila, e  a rua em questão  situava-se "à direita" desta igreja. Dizem os portugueses que nos primórdios dizia-se "directa" porque ligava a Matriz a uma saída ou entrada da Vila. Pena que as nossas ruas Direita foram mudando de nome, ao sabor da República. Aqui no Rio a rua Direita tornou-se a rua Primeiro de Março, ninguém sabe mais dizer o porquê (mas eu digo para vocês: em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, pela vitória alcançada neste dia na Batalha do Aquidabã).
A rua Primeiro de Março, como vista em 1907
pelo pintor Gustavo Dall'Ara (1865-1923),
Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro

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