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Eu não entendia nada da Filosofia Primeira, que foi como Aristóteles a chamou, até me deparar com um blog muito estranho do meu colega Sadanovu Hayashi. Acho que continuo sem entender direito até agora. Mas os textos falavam de um tal de Seth, e para mim Seth era um deus do Antigo Egito, voltado para a violência e a desordem, mais do que para a filosofia. Fui pesquisar e descobri que havia um Seth Material que descreve as atividades mediúnicas de uma certa Jane Roberts, escritora e poetisa que morava numa pequena cidade do estado de Nova Iorque lá pelos anos 60. Seth se apresentou como uma personalidade não corpórea, de uma outra realidade, e passou depois de algum tempo a ditar vários livros. Esta foi uma experiência que durou cerca de vinte anos, com o testemunho de muitas pessoas presentes em várias ocasiões na pequena casa de Elmira, NY. E dizem que foi da divulgação destes livros que nasceu o movimento New Age nos Estados Unidos. Para mim, tudo muito estranho. Resolvi, então, voltar aos clássicos e ler um pouco de Aristóteles, Platão, São Tomás de Aquino, Descartes. Em particular dediquei-me a tentar entender os escritos de Aristóteles reunidos em Metafísica, obra publicada depois de sua morte. De difícil leitura para um neófito, mas surpreendente. Primeiro, porque fica muito difícil para quem vive no século XXI entender o poder de abstração e de formular hipóteses de um filósofo grego que viveu no ano 350 A.C. A não ser que o que diz Seth seja verdade. Não há exatamente presente, passado e futuro. Encontrei muitas afirmações semelhantes entre os dois, se me permitem a ousadia. Quando falam da alma, da mente e da morte. Da lógica e da existência de um Deus único, que está em toda parte. Aristóteles dedicou-se a pensar sobre a razão última do universo, em que nós seríamos apenas uma mínima parte transitória. Seth nos disse que viemos aqui para aprender. Quantas vezes for necessário. Não para expiar alguma falta, não para cumprir um desígnio de sofrimento (neste vale de lágrimas), mas para estarmos no controle de nossa realidade. Nós moldamos a nossa vida com a força do nosso pensamento. Devemos tentar olhar para dentro de nós mesmos, e nos conhecermos melhor. Quais são as nossas crenças mais profundas. O Oráculo de Delfos já dizia "conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo". Desconfio que Aristóteles falou mais ou menos a mesma coisa. Ou será que não entendi nada mesmo?
(22 de agosto de 2014)

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