Acabei de ler este extraordinário depoimento de alguém que vivenciou, de perto e com muito empenho, a evolução da Tecnologia da Informação. Do cartão perfurado à inteligência artificial. O autor independente Washington Luiz Bastos Conceição, que se declara um nonagenário e escritor profícuo (tendo iniciado a escrever após os 76 anos), engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, consultor e fanático por futebol, fez um retrospecto muito feliz das transformações a que fomos submetidos até chegar ao uso intenso dos celulares e da Inteligência Artificial. Ele declara que tem usado o ChatGPT com alguma frequência. Mas o que mais gostei no livro foi o toque informal, coloquial, com que o autor nos introduz aos mistérios da tecnologia, quase em família. Sentado na sala de estar, preparando o seu drink favorito para o happy hour, acompanhado da sua fiel assistente dona Leilah. E ainda nos ensina como ele escreve e edita seus livros, que já são muitos, todos disponíveis na Amazon e na Uiclap.
Em um dos capítulos do livro, com ilustrações, o autor nos mostra o que era uma régua de cálculo, e ainda teve a coragem de dizer que era muito fácil de se usar. Ele conta que mantém uma estante de relíquias e lá estão a sua régua de cálculo e um soroban. Em off contei-lhe que eu só usava a minha, comprada pela Escola na Alemanha, para coçar as costas. Outros tempos...
O autor fala, em detalhes, de suas experiências na IBM, principalmente a sua intensa participação no lançamento do Sistema IBM /3 no Brasil, tendo inclusive morado em Chicago, onde deu sua enorme contribuição para o projeto de National Language. Um livro que vale a pena ler, na sua versão impressa ou eBook.
Carlos G. Vieira (1 de novembro de 2026)
Marcadores: Lançamentos
Mas tem também os amigos fiéis do personagem Belmiro. Destaco logo a Jandira, que me atraiu pelo lado descontraído e alegre. Em seguida vem Redelvim, meio amalucado, que se encantou com o movimento comunista de 1935 e acaba preso, mas é libertado graças aos esforços dos amigos e desaparece do mapa. Disse ele que a prisão foi um momento de reflexão sobre a vida, coisa que a cabeça dele não permitia naquele frenesi do dia a dia. E aqueles eternos amigos do chope na esquina: Glicério, Silviano e Florêncio. Deixei por último, por razões sentimentais, a Carmélia, por quem Belmiro manteve sempre uma adoração profunda, e que acaba se casando com um paulista rico. Espero não ter estragado a vontade de ler este livro tão famoso, dando estes spoilers. E, para encerrar, fui ao Google pesquisar a origem de uma frase que dizemos muito aqui em casa: "Muito bem, exclamou o Conde". Para meu espanto, o Google diz que esta frase apareceu no livro do Amanuense Belmiro.
Carlos G. Vieira (30 de agosto de 2026)
Marcadores: Livros Antigos
O livro pode ser encontrado na versão impressa na Amazon e na Uiclap, e na versão eBook na Amazon e Rakuten Kobo (aqui também com uma versão em Língua Inglesa e outra em Espanhol)
(11 de julho de 2026)
Marcadores: Lançamentos
Pois agora eu encontro um livro, com dedicatória, de Martha Medeiros, e mais uma vez me surpreendi. Pelo visto, entrei numa nova fase de descobertas, como aconteceu com o livo de Ana Cecília Carvalho, descrito aqui no blog.
O livro A Graça da Coisa reúne várias crônicas da autora, escritas há uns dez anos mais ou menos. O conjunto permite que o leitor possa apreciar, com clareza, a sua maneira de escrever. É muito boa. A gente quer ler, e ler, sem parar. Ainda bem que o livro tem muitas crônicas, e todas elas são curtas, porque passam de um tema a outro e o leitor não sente. Quer mais. Eu gostei, particularmente, de "O poder terapêutico da estrada", "Coragem" e "Frustração". Já até imagino, no estilo da autora, algum leitor ou leitora deste blog dizendo: "Engraçado, eu nunca escolheria estas crônicas como as melhores". Tudo bem, todas as crônicas são muito boas. É só conferir.
Carlos G. Vieira (12 de junho de 2026)
Marcadores: Crônica
Outro dia, assistindo ao videocast do Encontro Marcado com Álvaro Esteves que apresentava uma entrevista com a autora Ana Cecília Carvalho, fiz uma releitura de seu intrigante livro Os Mesmos e os Outros - o livro dos ex. Já começa que o título é de uma atualidade impressionante, apesar do livro ter sido editado pela primeira vez em 2017. São 25 histórias, cada uma com um fim inesperado. É preciso dizer que a autora é também professora e psicóloga. Os textos são muito bem elaborados, uma escrita que flui com naturalidade, prende a atenção do leitor. E tem também o cão Fidel, que juntamente com os ex, aparece aqui e ali, inclusive na capa. E sempre presente está uma situação distópica, ao fundo, que pressupõe (pelo menos a este leitor) grupos armados em confronto. Nada mais atual. Os mesmos e os outros.
Carlos G. Vieira (8 de maio de 2026)
Marcadores: Contos




