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  "OS PÉS FICAVAM A MANHÃ INTEIRA roçando a água, o mar indo e vindo ao sabor da maré. Quem olhasse, de longe, veria um velho sentado em uma cadeirinha tosca de madeira, chapelão de palha e a vara de pescar sempre pronta. Ele quase imóvel. Abria o olho de vez em quando para apreciar o voo de uma gaivota e adivinhar se havia algum cardume chegando. Era uma praia quase deserta, entre Angra e Paraty. O velho pensava. Não será esta a atividade mais importante dos velhos? Mais do que se preocupar com o amanhã, com os filhos todos criados, com os netos barulhentos, com a mulher implicante. "Fala mais baixo," dizia ela. E com a crise. A eterna crise brasileira desde que nasceu.

  De repente, sentiu um movimento diferente no mar. Um torvelinho, um espirro, gotas de água salgada jogadas ao vento. Seria tubarão? Recolheu os pés por pura precaução. Nunca um tubarão chegaria tão perto da praia. Nunca? E aqueles filmes loucos em que os tubarões só faltam correr atrás das pessoas pela rua? Fixou o olhar, virou para um lado e para o outro, nada. "Acho que é o sol, tá me queimando a mufa," murmurou. Olhou para trás, para os lados da prainha, para o mato, e não viu nada. Ajeitou o chapelão, e voltou a dormitar esperando um peixe que pudesse pescar. Não um tubarão ou coisa que o valha.
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"ERA UMA ÉPOCA EM QUE as mulheres levavam cestas enormes, cheias de roupas, para lavar na beira do rio. Ninguém falava que aquilo poderia poluir as águas rio abaixo, e penso que nenhum peixe deixou de existir por causa daquele sabão feito em casa, em grandes tachos de cobre, com sebo recolhido no matadouro. 
Havia entre elas uma que era considerada de segunda categoria, porque a cesta que levava era sempre abarrotada de roupas e ela passava horas ajoelhada nas pedras até muito tempo depois que as outras se retiravam, as mãos enrugadas pela água fria, não cantava, não falava mal da vizinhança, nem do marido. Quase não falava. Monossilábica, se me entendem. Atividade diária incessante. Era preciso faturar algum para a comida, porque além da roupa da casa, lavava para fora, como se dizia antigamente. Dizem que a clientela era enorme. Tinha até lista de espera. Além de lavar muito bem lavado, ainda passava a roupa com grande esmero. 

Enquanto as lavadeiras atendiam por nomes comuns, como Maria, Conceição e Tereza, talvez até alguns prosaicos como Albertina, Mirinda e Ordália, ela chamava-se simplesmente Fernanda. "Fernanda de quê?" Costumavam indagar, e ela respondia apenas “Fernanda de Jesus.” 

Pois estava, um dia, nossa Fernanda enxaguando as suas roupas nas águas do Rio das Velhas, como sempre fez desde os treze anos de idade, quando percebeu que alguma coisa brilhava por entre as pedrinhas da margem. Catou com jeito e era uma pedra dourada. Calculou pelo peso na mão que fosse coisa de umas 200 gramas. Guardou no bolso do casaco para olhar melhor depois, com calma, e antes de chamar a atenção daquele povo. 

Enxaguou mais umas roupas e viu outra pedra brilhando. Meu Deus, o que será isso? Não havia ninguém por aquelas paragens que não sonhasse em encontrar ouro no Rio das Velhas. Talvez nem a resignada Fernanda. Esta pedra agora era maiorzinha, talvez umas 300 gramas.

Bárbara Heliodora (ou Eliodora) Guilhermina da Silveira e José Inácio de Alvarenga Peixoto. O coronel Alvarenga. Romance de Mônica Sifuentes, que traz de volta a época da Inconfidência Mineira, São João del Rei, Sintra e Coimbra.

"Bárbara Bela,
Do Norte estrela,
Que o meu destino
Sabes guiar,
De ti ausente
Triste somente
As horas passo
A suspirar.
Por entre as penhas
De incultas brenhas
Cansa-me a vista
De te buscar....."
(Do poema Bárbara Bela de Alvarenga Peixoto, escrito na Ilha das Cobras)

Em homenagem a Carmélia Pereira Teles, nascida em Santa Bárbara e falecida neste dia em Belo Horizonte.
(7 de janeiro de 2020)

Houve uma época, acho que na pré-história, onde não existiam celulares, playstations, TV a cabo, Netflix e essas coisas tão comuns hoje em dia. E nesta época de escuridão, como as crianças se divertiam? Lendo revistas em quadrinhos. Muitas vezes escondido, como se fossem revistas pornográficas. Dizia-se que as revistas em quadrinhos, trazidas para o Brasil por Adolfo Aizen, tiravam a atenção dos jovens estudantes e os tornariam péssimos leitores de livros impressos. Ninguém, nesta época, poderia sonhar com eBooks. E as revistas em quadrinhos, como o Gibi, inventado por Roberto Marinho em 1939, fizeram parte da infância e juventude de muita gente nesse País. E, ainda hoje, vemos feiras e eventos com os antigos heróis. Super-Homem, Capitão América, Homem-Aranha. Os mesmos personagens que animam hoje meninos como Joaquim, de 5 anos de idade.

(24 de dezembro de 2019)

Lançamento virtual do novo  romance do autor independente Carlos G. Vieira. Tchan-tchan-tchan-tchan.

A lista de personagens femininos é grande: Andréa, Nayara, Marluce, Sofia, Alessandra, Olívia, Mafalda, Joana, Clara e Elsa.

E a dos personagens masculinos não fica atrás: Frei Apolônio, senhor Abílio, Marcão, Afonso, Goffredo, Mário, Canela, Marcondes, Gabriel, Rafael, Miguel, Pablo, Aristeu, Fred, Ildefonso, Montalban, Valdir e Klaus. E um detestável Johnny, o sempre solícito. E ainda tem sobra para algumas personalidades reais, como Otávio, Ricardo e Washington. Isto já não é mais lista de personagens, é uma verdadeira gangue.

Tem de tudo neste livro. Amor e perdição. Livro impresso e eBook. Pode ser encontrado na Amazon.com.br e Smashwords.
A versão digital custa no Brasil o absurdo preço de cerca de R$4,00 (US$0.99 no resto do mundo). Uma vergonha.

Você pode ler, com facilidade, este e outros livros no formato eBook no seu próprio celular, tablet ou computador. O  aplicativo  Kindle pode ser baixado gratuitamente na App Store ou Google Play. A Smashwords também disponibiliza vários formatos compatíveis com os eReaders do mercado. Vamos mudar para o formato digital e ajudar a salvar o Planeta.

(23 de novembro de 2019)

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