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Outro dia, em junho deste ano, o autor independente Chu Shao Lin completou 80 anos de idade. Assim, de repente. Engenheiro eletrônico formado pelo ITA, com longa experiência em tecnologia da informação, vem escrevendo suas observações sobre vários assuntos desde a década de 90. Primeiro, como convidado do site vece.com (não existe mais, foi antepassado do vececom), depois, fazendo uso das chamadas redes sociais. Nascido na China continental, emigrou com a família para o Brasil, e tem muita história para contar. Uma equipe familiar foi, então, montada para reunir seus escritos em livro, como uma comemoração desta data significativa de sua vida. São oito capítulos que abordam temas, tais como: sociedade, espiritualidade, qualidade de vida, política, biologia, arte e literatura e mitologia. Filhos e netos participaram. A linda capa do livro, por exemplo, é reprodução de uma pintura de sua neta. Um bom exemplo a ser seguido.

A propósito, leiam aqui no blog sobre o livro de Washington Conceição Para você se animar a escrever seu livro e o artigo Como preservar a história das famílias?

O livro Para além do horizonte, nas versões impressa ou eBook, pode ser encontrado na Amazon.

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O que será que diz o menino falador para a menina, contemplando o mar infinito? Possivelmente fala das mudanças climáticas, que fazem subir o nível dos oceanos, e que colocam em risco as construções à beira-mar, como aquele prédio que desabou, outro dia, em Miami Beach. Ou conta para a menina sobre os monstros marinhos, que o assustam nas noites barulhentas da Timóteo. Ou repassa todos aqueles habitantes das profundezas do mar, ou discorre sobre os tubarões brancos, ou as baleias que se perdem e acabam encalhando nas praias. E a menina, o que falará? Ela fala das aves marinhas, que fazem ninho naquela ilha próxima e voos circulares por sobre as cabeças dos pescadores em seus barcos, na expectativa permanente de que reste alguma coisa para elas, ao final do recolhimento das redes. Ela fala também de seus sonhos de criança, daquela casa de bonecas que espera ganhar no aniversário do ano que vem e do sorvete na casa da avó. Eles mal sabem que sinto vontade de acrescentar um "da" a este título, ao refletir sobre o que estamos passando em terra firme.

(29 de junho de 2021, dia de São Pedro)

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    Aqui a Igreja refere-se às igrejas de Minas, aquelas muito antigas, do século XVIII em diante. Livro publicado este ano, de autoria de Mauro Monteiro. Começo pela Igrejinha (o autor chama de Capela) de Nossa Senhora do Ó, um dos cenários do livro Sabará 18, aqui em nossa Livraria Virtual. E, também, da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ambas em Sabará. O autor nos ensina que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição é uma das mais importantes do período 1700-1730, e constitui um belo exemplo de retábulo no estilo Nacional Português, com toques do estilo joanino.

    Uma vez, estando em quarto de hotel em Portugal, vejo um programa na TV falando da Igreja do Colégio dos Jesuítas nos Açores (Ponta Delgada), e o narrador explicava que o estilo adotado nas pinturas só existia ali e em Sabará. Levei um susto. Referia-se, naturalmente, à Igrejinha do Ó. Mas também se aplica à Igreja Matriz. Explica Mauro Monteiro, com relação à Igrejinha, que "O arco do cruzeiro é decorado com estampas com motivos orientais, as chinesices." 

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    Ontem fui ao lançamento, com direito a dedicatória e autógrafo, do novo livro de Amadeu Marques e Gisele Aga. E descobri que, apesar do nome False Friends, Amadeu arranjou um jeito de incluir os membros de nossa confraria nos exemplos de alguns deles. Estranhei. Como assim, false friends? E lá está no início do dicionário a explicação. Poderiam ter chamado de heterossemânticos, aquelas palavras da língua inglesa que nos enganam na tradução, por serem semelhantes a outras da nossa Língua Portuguesa. Eu sempre cito eventually, que não tem nada a ver com eventualmente. Poderiam ter chamado, também, de falsos cognatos. Depois de algumas outras explicações, concordo que false friends fica melhor, apesar do susto.

    Professor Amadeu Marques é um incansável escritor de livros didáticos, para adultos e crianças. Aqui mesmo no blog já falamos de A Felicidade, o que é? E, além disso, como pude comprovar pessoalmente, é um implacável revisor de textos em Português.  Ele e Gisele têm uma enorme vivência no ensino da língua inglesa. O novo dicionário e prática de false friends apresenta 365 casos, um para cada dia do ano. Muito bem editado pela Lexikon.

    Fui em companhia de meus amigos Otávio e Ricardo, e tive a satisfação de rever lá os confrades Pedro e Montalvão, depois de quase dois anos de distância pandêmica.

(12 de junho de 2021, em homenagem ao casal Bete e Eduardo)


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    O primeiro livro que li de Roberto de Castro Neves foi publicado em 1983. Baleia Branca. Fui convidado para o lançamento, não pude ir, comprei depois o livro e pedi que ele autografasse. Recentemente ele me enviou cópia do meu bilhete de quase quarenta anos atrás. Fiquei surpreso que ele tivesse guardado por tanto tempo. Em seguida, enviei-lhe foto do livro, mostrando a dedicatória. Ele nem se lembrava mais. Baleia Branca é um livro extraordinário e mostrou todo o talento literário do autor, homem que fez sua carreira profissional, principalmente, na empresa privada, com múltiplos interesses. Tenho aqui na estante vários livros dele. Escreveu mais de dez. Inclusive, um alentado manual sobre comunicação empresarial integrada.

    Em janeiro deste ano, recebi uma mensagem de sua editora, Lúcia Koury, confirmando meu endereço, porque Roberto queria me enviar o livro Etcétera,  publicado este ano.

    Há menos de um mês me ligou para comentar sobre um conto recente, que deve fazer parte do próximo livro. Conversamos sobre várias coisas, lembranças, literatura, e sobre as nossas idades. Falei de seu estilo, que me lembrava um pouco Nelson Rodrigues. Direto, realista, contundente. A última leitura que fiz de algum escrito dele, a seu pedido, foi do conto Vida que segue, inédito.  

    Ontem, fiquei sabendo que ele nos deixou, de repente. Fiquei chocado. Deixo aqui nesse blog, destinado a autores e leitores, a minha homenagem a um autor cuja escrita inconfundível vai fazer muita falta.

(11 de junho de 2021)

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