Outro dia nosso amigo Emerson, mineiro de Teófilo Ottoni, me receitou um remédio infalível para acabar com um resfriado: pincumel. Levei, digamos, uns dois minutos para entender a receita. Não seria preciso nenhuma ida lá embaixo para comprar em alguma das muitas farmácias que nos cercam. Bastava, explicou o nosso Emerson , combinar uma branquinha com uma colher de mel. Tomar duas vezes ao dia, antes das refeições. Segundo a sabedoria mineira, além de liquidar com o resfriado tem também um efeito colateral benéfico: aumenta o apetite. Ainda ponderei que hoje em dia se faz muita campanha contra o álcool, não seria uma boa coisa para o controle da pressão e da glicose. Falei, mas sem muita convicção. Os mineiros sempre resolveram questões de saúde com soluções muito antigas. Minha mãe, por exemplo, só viajava com dois vidrinhos na bolsa: um de noz vômica e outro de elixir paregórico. Segundo ela, santos remédios. Para tudo. Acho que o pincumel (em mineirês é como se diz "pinga com mel") se enquadra nessa categoria.
E foi assim, em meio a um resfriado, que saiu do forno este nosso livrinho. Fala de uma tal de Maria Joaquina, que tinha um sonho de ir para Guarapari e conhecer o mar, essa fixação dos mineiros. E outras histórias e crônicas, algumas delas publicadas neste blog. A capa, com foto de Clarissa, mostra a Casa Azul, em Sabará. Quem se interessar pode comprar na Uiclap ou na Amazon. Livro impresso ou eBook.
Carlos G. Vieira
(13 de março de 2025)
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Anotações genealógicas sobre dois troncos mineiros.
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