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Há cinquenta anos morria o grande herói da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill. Dizem os biógrafos que a força que o impulsionava na política era o fantasma do pai, Randolph, que morreu aos 46 anos depois de uma frustrada atuação no parlamento e no governo, apesar de ser uma grande promessa e ter um inegável talento. Winston morreu aos 90 anos. Foi o baluarte que sustentou a Inglaterra nos piores anos da guerra contra os nazistas. Foi jornalista, escritor, orador, pintor, militar, Primeiro Lorde do Almirantado, Primeiro Ministro, político até a raiz dos cabelos. Sempre com o seu inseparável charuto cubano, marca registrada. Dono de uma verve, de uma fina ironia e de um humor incomparáveis. Cito, pelo menos, duas passagens que me chamaram a atenção neste livro aí ao lado, escrito após o término da guerra e de sua derrota política. Uma, no primeiro ataque a Londres, quando todos corriam aos abrigos, ele e a mulher foram para o terraço de sua casa para melhor observarem os bombardeios. Outra, em sua primeira viagem secreta a Moscou, quando Stalin quis derrubá-lo com intermináveis brindes de vodka e não conseguiu. Winston era mais resistente a bebidas alcoólicas do que ele. Por uma destas coincidências que só meu amigo Sarmento poderá explicar, morreu no mesmo dia e mês de seu pai, em um 24 de janeiro, exatamente 70 anos depois. Quanta falta faz um Churchill na atualidade.
(Winston Churchill - Memórias da Segunda Guerra Mundial - versão compacta)
(25 de janeiro de 2015)

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