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Ontem passei a pé pela esquina de Oscar Freire com Consolação, e me lembrei - com nostalgia - do Supremo, que sempre achei, se me permitem, o mais carioca dos bares de São Paulo. Faz dez anos que o bar fechou, com direito a festa e cantoria. Uma vez levei um morador do Leblon para tomar qualquer coisa e ele me disse que ia fazer um teste. Pediu caipirinha de lima-da-pérsia, e foi atendido com um "é para já". Outra vez levei uma moradora de Brasília para tomar uma cerveja na calçada, em pleno sábado e na maior tranquilidade, e ela não acreditou que isto pudesse acontecer em Sampa. Mas o que mais me atraiu ali era o clube do uísque, onde o freguês tinha a garrafa com seu nome na prateleira. Sempre achei o máximo. Dizem que foi o pioneiro nisto e em outras coisas. Havia também o Supremo Musical, num espaço apertadinho, onde Maria Rita foi ouvida muitas vezes, sem ninguém saber que era a filha de Elis Regina. Era um lugar para papos intermináveis, aquela leitura do último romance, e lá fui eu até a Melo Alves pensando que falta alguma coisa na Oscar Freire, tomada por grifes e lojas chiques. É a famosa passagem do tempo. Mas é chato.
(23 de julho de 2014)


Lembrança do Supremo guardada na sala aqui de casa

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