Acabei de ler este extraordinário depoimento de alguém que vivenciou, de perto e com muito empenho, a evolução da Tecnologia da Informação. Do cartão perfurado à inteligência artificial. O autor independente Washington Luiz Bastos Conceição, que se declara um nonagenário e escritor profícuo (tendo iniciado a escrever após os 76 anos), engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, consultor e fanático por futebol, fez um retrospecto muito feliz das transformações a que fomos submetidos até chegar ao uso intenso dos celulares e da Inteligência Artificial. Ele declara que tem usado o ChatGPT com alguma frequência. Mas o que mais gostei no livro foi o toque informal, coloquial, com que o autor nos introduz aos mistérios da tecnologia, quase em família. Sentado na sala de estar, preparando o seu drink favorito para o happy hour, acompanhado da sua fiel assistente dona Leilah. E ainda nos ensina como ele escreve e edita seus livros, que já são muitos, todos disponíveis na Amazon e na Uiclap.
Em um dos capítulos do livro, com ilustrações, o autor nos mostra o que era uma régua de cálculo, e ainda teve a coragem de dizer que era muito fácil de se usar. Ele conta que mantém uma estante de relíquias e lá estão a sua régua de cálculo e um soroban. Em off contei-lhe que eu só usava a minha, comprada pela Escola na Alemanha, para coçar as costas. Outros tempos...
O autor fala, em detalhes, de suas experiências na IBM, principalmente a sua intensa participação no lançamento do Sistema IBM /3 no Brasil, tendo inclusive morado em Chicago, onde deu sua enorme contribuição para o projeto de National Language. Um livro que vale a pena ler, na sua versão impressa ou eBook.
Carlos G. Vieira (1 de novembro de 2026)
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