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Fui agraciado, por estes dias, com generosos presentes vindos de Lisboa. Trata-se da correspondência completa (pelo menos toda a conhecida até agora)  de Eça de Queiroz a seus amigos e parentes, em dois volumes, e outro que trata exclusivamente das cartas pessoais que trocaram Eça e sua mulher Emília ao longo de pouco mais de quinze anos de convivência. Organização e notas de A. Campos Matos. Meu amigo José Manuel Vieira de Sá não poderia ter me agradado mais.
A correspondência de Eça começou a ser publicada, aos poucos, desde 1916. São vários livros, ao longo do tempo, sempre a incluir cartas inéditas. É de se ressaltar o trabalho da professora Beatriz Berrini, da PUC de São Paulo, uma queiroziana de mão cheia, que participou ativamente da Fundação Eça de Queiroz, em Tormes (Santa Cruz do Douro), Portugal. Autora de muitos livros sobre Eça, a Profª. Beatriz também participou da elaboração de uma das mais completas edições das cartas conhecidas do escritor português, publicada no ano 2000 pela Editora Nova Aguilar, do Rio de Janeiro.
Meu primeiro contato com Eça foi pela estante de meu pai. Lá eu li, ainda no início da adolescência, as Cartas de Inglaterra, uma coleção de ensaios que revela outra faceta da atividade intelectual e profissional do escritor, aquela de analista político.
JM comentou, e eu não sabia, de um pormenor da vida de Eça. A mãe só se casou com o pai dele, este nascido no Brasil, quando Eça de Queiroz tinha cinco anos. E ele teve como mãe de leite uma senhora pernambucana, dona Ana Joaquina Leal de Barros. São, portanto, muitas as ligações dos brasileiros com o grande escritor português.
Aproveito para recomendar a leitura de outra postagem deste blog - Era Lisboa, e Chovia, título do livro do Embaixador Dário Moreira de Castro Alves, que é uma viagem sentimental pela Lisboa dos personagens de Eça de Queiroz.
(6 de fevereiro de 2018)

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