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Ela nasceu em 1988, para mim o ano que nunca acabou. Aos 23 anos, estudante de literatura, abandonou praticamente os estudos e dedicou-se a escrever uma saga. Hoje ganha algo como 17 milhões de dólares por ano com seus livros e os filmes decorrentes, um de 2014 e outro de 2016. Primeiro lugar em várias listas de best sellers. De onde veio a inspiração para estes livros tão estranhos, um tipo de leitura chamada agora de distópica?
Para começar a entender precisamos ler o primeiro livro da série intitulado de Divergente. Eu o li e, ao mesmo tempo, assisti ao filme, o que me facilitou de certa forma visualizar os personagens e o ambiente. O texto é escrito na primeira pessoa, uma adolescente de 16 anos chamada Beatrice, numa Chicago do futuro, destruída em grande parte por guerras e conflitos, cercada por uma espécie de muro como na Idade Média.
Na época do livro os cidadãos são divididos em facções, e todos os adolescentes devem optar aos 16 anos por permanecer na facção onde foram criados ou mudar para outra, conforme a aptidão demonstrada em um teste. Se mudar, abandonará a sua família e será rejeitada pelos outros membros da facção, como uma traidora.
Mas uns poucos seres demonstram ter múltiplas tendências, e segundo o livro, tornam-se perigosos para o sistema. São chamados de divergentes. Por isso mesmo devem esconder o resultado do teste, que teria sido inconclusivo. Eu próprio fiz uma reflexão e concluí que sou um divergente.
A autora merece o sucesso que tem. O primeiro livro da trilogia é intrigante e prende nossa atenção do começo ao fim, mesmo não sendo mais o leitor (como é o meu caso) um jovem, que seria o público-alvo. Depois deste livro seguiram-se Insurgente e Convergente (títulos em português).
A grande curiosidade que tive ao final do livro, como autor de ficção, foi mesmo saber de onde uma jovem de apenas 23 anos tirou esta inspiração que a levou a criar um mundo total e admiravelmente novo e desconhecido. Terá sido a visão em sonho de uma outra realidade?
(22 de janeiro de 2017)

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