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  Nestes tempos atuais, quando virou moda falar do Golpe de 1964 (até na ONU!), um fato histórico que aconteceu no Brasil há 55 anos, lembrei-me de mencionar neste blog um livro que tem uma história muito interessante, cujo autor foi um protagonista importante daquela época. Explico.
  Algum tempo depois do falecimento de Carlos Lacerda, a família fez uma doação de seu arquivo com cartas e documentos para a Universidade de Brasília. Esta, por sua vez, fez uma parceria com a Fundação 18 de Março, de Belo Horizonte, que resultou na publicação de vários livros, fruto de um intenso trabalho de equipe, coordenado pelo Dr. Túlio Vieira da Costa.
  Em uma destas cartas, o menino Carlos de 9 anos, promete à sua mãe que jamais será um político. Coisa que foi a vida toda, até a sua morte.
  E a equipe encontrou nos arquivos de Carlos Lacerda 21 contos inéditos, que mostram uma outra faceta desta personalidade intrigante. A de escritor, de enorme talento, que nunca quis se arriscar a escrever um romance. Estes contos foram colocados em livro, editado pela primeira vez em 2003, e divididos em duas partes: contos da juventude e contos da maturidade. Aqueles da juventude são em maior número e são espetaculares. Destaco A jovem caranguejeira e José e seu roubo.
  Carlos Lacerda legou-nos, também, A Casa do Meu Avô, um livro icônico, já citado aqui neste blog.

(5 de abril de 2019)

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