Quem
seriam estes seres chamados de gerentes
de projeto?
No século passado, foram os condutores de grandes obras de
engenharia, como Itaipu, especialistas em PERT/CPM e organizações
matriciais. Ser mulher era condição, geralmente, negativa para
exercer este papel. Na década de 80, gerentes
de projeto foram
designações temporárias, destinadas a resolver o problema de
colocação de executivos não demissíveis. E agora?
Tom
Peters, em seu famoso Liberation Management (publicado pela primeira
vez em 1992), afirmou que o projeto é tudo, baseado na observação
da empresa de consultoria McKinsey.
Harvey Wagner, um dos donos da empresa americana Teknekron (criada lá na década de 60, 1968 para ser exato, com vários professores de Berkeley), definiu o tipo de empresa que fundou como sendo uma escola de empreendedores. Cada linha de negócio tinha um par de empreendedores, com sólida base tecnológica, um voltado para fora, tratando de vender, e outro voltado para dentro, tratando de projetos.
Quer ler mais sobre o que aprendemos nos últimos 40 anos, mas que parece estarmos esquecendo? Antes que IA tome o nosso lugar. Veja aqui em Vececom Gestão este artigo inteiro e outros que talvez possam lhe interessar.
Carlos G. Vieira (10 de dezembro de 2025)
Marcadores: Administração, Gestão, História
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O mentoring é uma das coisas mais fascinantes e difíceis de serem implementadas em uma corporação. Quem pode dispor de tempo para orientar e ensinar os talentos mais jovens, quando nem sabemos se eles vão permanecer na empresa pelos próximos dois anos? Infelizmente, isto é verdade. Mas mesmo assim, corporações que se preocupam em formar seus talentos executivos continuam concedendo uma atenção especial ao processo de mentoring. Na IBM, por exemplo, era bem conhecido o programa shadow, onde um potencial para alta gerência era designado para acompanhar o dia-a-dia de um executivo, e com isso ter uma visão privilegiada do que acontece nos altos escalões. |
Marcadores: Administração
O livro tinha uma proposta instigante para a época em que foi publicado - a de que seria possível praticar um estilo brasileiro de administrar, que incorporasse algumas características nossas, que diferem daquelas de outros povos e que representassem uma vantagem competitiva. Sem nenhuma pretensão a Peter Drucker e outros clássicos do pensamento administrativo dos Estados Unidos e da Europa, os autores (pessoas comuns como se intitularam) ousaram propor que os gestores brasileiros fossem se inspirar nos apresentadores de programas de auditório, como o saudoso Chacrinha, nas escolas de samba e nas milhares de pequenas empresas existentes no Brasil.
O gestor seria um verdadeiro maestro de equipes de alto desempenho. Com as características bem brasileiras da improvisação e do bom humor. Nós já fomos capazes de realizar obras monumentais, com o talento brasileiro que parece agora desprezado e voltado apenas para o enriquecimento rápido. Tivemos ou ainda temos uma Companhia Paulista de Estradas de Ferro, uma Embraer, Itaipu, um sistema bancário altamente desenvolvido, uma indústria calçadista que conquistou o mundo, uma indústria têxtil competitiva, uma agroindústria fantástica, a maior empresa de petróleo da América Latina. Será que o sonho de quarenta anos atrás seria pura ilusão?
Este livro, escrito por Carlos G. Vieira e Álvaro Esteves, em 1984, com capa e ilustrações do cardiologista Dr. Carlos Guimarães Machado (atual ilustrador oficial do Atlas of Human Anatomy), recebeu o Prêmio Brahma de Administração daquele ano e ainda pode ser encontrado em alguns sebos brasileiros. Merece ser revisitado em tempos tão sombrios.
(2 de janeiro de 2015)
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