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 (Foto cedida por FreeDigitalPhotos.net)

Que tal começar a pensar em sua lista de presentes? A nossa Livraria Virtual oferece algumas idéias. Se você tem um parente ou amigo Dekassegui, poderá enviar seu presente diretamente do Japão. Basta clicar aqui em Livro Sabará 18 (para Japoneses). Mas atenção. O livro continua em português.

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Tudo começou há poucos anos quando um jovem de apenas seis anos de idade, ao sentar-se à mesa de almoço comigo, assim do nada, olhou para mim e perguntou: "Você acredita em Deus?". Eu, mais que surpreso, apanhado totalmente desprevenido, sem ter tido oportunidade de ensaiar uma resposta, respondi timidamente que sim. Em seguida perguntou-me: "E tem fé?". Outro sim, quase inaudível. Ainda bem que ele parou por aí, porque se ele fizesse uma terceira pergunta neste mesmo nível, eu acho que pularia pela janela.
Ora, colocado por uma criança face a perguntas tão transcendentais, iniciei uma reflexão sobre minhas abaladas convicções religiosas. Daí parti para várias leituras, algumas novas e outras muito antigas. Fui em busca daquilo que todos no fundo desejam saber. Qual é a verdade? Li Elaine Pagels, Karen Armstrong, Flavius Josephus, evangelhos apócrifos, o excelente livro de Raymond Brown sobre o Evangelho de João, livros sobre Maria Madalena, Seth Speaks, Cátarose outros.
Mais recentemente fui apresentado ao "O Livro de Urântia", trazido a público pela primeira vez em 1955. Na sua versão impressa ele tem mais de 2.000 páginas. Não é leitura para fim de semana. É leitura para vários anos, se me permitem. Este livro é uma coleção impressionante de documentos, supostamente escritos por seres celestiais, e transmitidos através de uma pessoa cujo anonimato foi preservado, em estado de sono. Há muitos anos especula-se sobre se este livro é autêntico ou se é uma farsa. A maioria dos leitores, pelo que tenho lido, acha que ele é verdadeiro, apesar de controvertido. Ele nos conta sobre os universos a que pertencemos, sobre a natureza de Deus, sobre a vida de Jesus, sobre a evolução dos homens em Urântia, nome atribuído ao nosso planeta. Não é uma proposta de algum novo culto, não teve objetivo comercial, não é New Age, e é muitas outras coisas. Dizem que só se pode realmente opinar se o lermos em sua totalidade. É o que pretendo fazer, com afinco. Se vou conseguir ou se vou ter tempo, não sei.
Aí talvez eu tenha respostas consistentes para dar ao meu surpreendente e tão jovem interlocutor.
(3 de novembro de 2014)

Cada um tem uma preferência. Eu prefiro a Bento Velho, de Conceição do Mato Dentro. Tio Alfredo prefere a Germana de Nova União, porque a cidade lembra de Joana. Antônio Augusto e Lucílio preferem a Seleta, de Salinas. E tem gente que ainda prefere a Canarinha, Vale Verde ou a famosa Havana. Mas o fato é que a cachaça, realmente, tem o espírito mineiro. Há muito tempo deixou de ser bebida de boteco, do Mercado Central, e se transformou em relíquia dos salões. E com isso, naturalmente, o preço foi lá para as alturas. Uma autêntica Havana, dos tempos de Anísio Santiago, vale uma fortuna. Pois foi a bibliófila Clarissa que foi encontrar este livro maravilhoso de José Lúcio Mendes e me deu de presente.  Diz o livro que as Terras Altas de Minas Gerais produzem, em seus quase nove mil alambiques, a mais apreciada cachaça do Brasil. Prestaram a atenção? Nove mil alambiques. Isto dá para abastecer todo o continente americano, e ninguém botar defeito. Tequila, rum, bourbon? Não dão nem para a saída. Eu e tio Alfredo só abrimos uma exceção para o Steinhager de Porto União - SC. Portanto, meus amigos, vamos beber cachaça, moderamente é certo, mas cachaça de Minas. Por favor. E logo no início do livro tem este texto de Alceu Amoroso Lima, que acho perfeito.
"Tudo em Minas se faz sem pressa. O tempo não conta. Fazem-se as coisas para permanecer, não para aparecer..."

(Livro "Cachaça o Espírito Mineiro", de José Lúcio Mendes Ferreira)
(21 de outubro de 2014)

Delacroix, 1844
Com esta frase forte, "o resto é silêncio", Hamlet, Príncipe da Dinamarca, encerra sua fala no texto dramático de William Shakespeare. Grabriela, que acaba de fazer dez anos, leu atentamente a peça Hamlet, destacou esta frase e afixou na parede do quarto. Como será que uma criança absorve e processa uma leitura tão complexa? Antes disso já acontecera uma discussão sobre o real significado do to be or not to be. Suponho que o mundo esteja ficando muito difícil para os avós, nascidos e criados no século XX, onde as coisas pareciam mais fáceis. Meu amigo Washington que o diga. Esta peça de William Shakespeare foi escrita por volta do ano 1600. Dizem os pesquisadores que ela se baseia em outra lenda do século XIII, e outras até mais antigas ainda. Quem quiser ler mais um pouco sobre as origens sugiro ir até a Wikipédia.
Mas Gabriela ficou sinceramente envolvida com a sorte de Ofélia (que ela pronuncia ofília no original), e acredita piamente na loucura de Hamlet. Muita coisa para a cabeça de uma menina de dez anos, penso eu. No meu tempo líamos apenas O Pato Donald.
(18 de outubro de 2014)

Passo pelo "Meia Lua", como é conhecido um edifício residencial na minha rua, todos os dias. É caminho obrigatório para que eu chegue até a minha casa. Agora mesmo em que escrevo, olho pela janela e o vejo, imponente. É um marco notável no bairro do Leblon. Nosso autor independente Washington Conceição, um verdadeiro talento de cronista descoberto na meia idade, volta a reunir crônicas de seu blog em livro, e adotou como título uma delas. Mas alerta logo. Em linha com a crescente onda de sustentabilidade, por enquanto só disponibilizou no formato eBook. Parabéns, Washington Luiz.
Segundo palavras do autor:
No ano passado, depois de quase dois anos de blog, resolvi fazer uma primeira seleção de crônicas e reuni-las em um livro, o “Crônicas Selecionadas 2012-2013”, publicado na versão impressa (distribuída pela Amazon.com) e na versão digital, disponível na Amazon.com.br e na Livraria Cultura.
Neste ano, resolvi repetir a dose, reunindo em outro livro as crônicas do blog publicadas de julho de 2013 a julho de 2014. 

Desta vez, consegui publicar as ilustrações das crônicas, em cores, como no blog. Para quem usa o Kindle Paperwhite, elas aparecem em preto e branco, em várias tonalidades de cinza.
Como não quero manter todas as crônicas na rede, indefinidamente, aquelas reunidas em livro são retiradas do blog. 
O Meia Lua pode ser encontrado na Amazon . E no Vale a pena ver, coluna da esquerda deste blog, você encontra a última crônica do Washington.
(7 de outubro de 2014)

Gallia est omnis divisa in partes tres, quarum unam incolunt Belgae, aliam Aquitani, tertiam qui ipsorum lingua Celtae, nostra Galli appellantur. Hi omnes lingua, institutis, legibus inter se differunt. Gallos ab Aquitanis Garumna flumen, a Belgis Matrona et Sequana dividit. Horum omnium fortissimi sunt Belgae, propterea quod a cultu atque humanitate provinciae longissime absunt, minimeque ad eos mercatores saepe commeant atque ea quae ad effeminandos animos pertinent important, proximique sunt Germanis, qui trans Rhenum incolunt, quibuscum continenter bellum gerunt. Qua de causa Helvetii quoque reliquos Gallos virtute praecedunt, quod fere cotidianis proeliis cum Germanis contendunt, cum aut suis finibus eos prohibent aut ipsi in eorum finibus bellum gerunt. Eorum una, pars, quam Gallos obtinere dictum est, initium capit a flumine Rhodano, continetur Garumna flumine, Oceano, finibus Belgarum, attingit etiam ab Sequanis et Helvetiis flumen Rhenum, vergit ad septentriones. Belgae ab extremis Galliae finibus oriuntur, pertinent ad inferiorem partem fluminis Rheni, spectant in septentrionem et orientem solem. Aquitania a Garumna flumine ad Pyrenaeos montes et eam partem Oceani quae est ad Hispaniam pertinent; spectat inter occasum solis et septentriones.

(Extraído do De Bello Gallico, Gaius Julius Caesar, 50 A.C.)
(14 de setembro de 2014)

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