Blogger Template by Blogcrowds.


Apelemos para a originalidade. Existem muitas opções de eBooks para quem já tem um eReader, e se não tem, está na hora de ter. Em nossa Livraria Virtual você encontra algumas sugestões, mas dê uma olhada também na Livraria Cultura, Amazon.com.br, Smashwords, Kobo. Você compra e dá de presente sem sair da cadeira. O preço, então, nem se fala. Existe até eBook gratuito. Aqui mesmo nesta página, lá embaixo na coluna da esquerda, tem um.


Image courtesy of imagerymajestic at FreeDigitalPhotos.net

Sou de um tempo muito antigo, quando a Sorveteria São Domingos, Avenida Getúlio Vargas com Rua Santa Rita Durão em Belo Horizonte, ainda tinha um seu Domingos jovem, sentado no caixa. Eu fui aluno do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, depois de ter passado pelo Bueno Brandão. Belo Horizonte era uma cidade pacata, as pessoas eram todas conhecidas, todo mundo morava em casas. Aquele estilo de casas do início do século vinte, com varandas laterais. Como aquela remanescente ali perto, hoje transformada no restaurante Maria das Tranças. A gente saia em bandos depois das aulas, e sempre dávamos uma passada pela sorveteria. A pergunta invariavelmente era a mesma : "Seu Domingos, tem sorvete de quê?". E ele começava uma lista enorme assim "tem sorvete de taioba, disso e daquilo". A gente ria. Que coisa mais maluca fazer sorvete de taioba. O velho Domingos não se cansava desta brincadeira. A sorveteria está ali, segundo me dizem, desde 1938. Na mesma casa, na mesma esquina. Começou quando a avenida ainda se chamava Paraúna, vejam só. Era um ponto obrigatório nas tardes de domingo, na minha juventude. Ali nós iamos, sem nenhuma pressa, com nossas namoradas e mesmo sem elas. Longas filas para fazer a mesma pergunta de criança. Foi nesta mesmíssima Rua Santa Rita Durão, um pouco lá para cima, entre Contorno e Maranhão, que ficava a casa onde nasci. Podem acreditar. A gente nascia em casa. Nada de perinatais, como vai fazer o Joaquim daqui alguns dias. Mais histórias daquele tempo podem ser lidas no livro Armazém Colombo, aqui em nossa Livraria.
(6 de dezembro de 2014, em homenagem à Dona Mariana, que me deu a vida)
Image courtesy of Salvatore Vuono at FreeDigitalPhotos.net

 (Foto cedida por FreeDigitalPhotos.net)

Que tal começar a pensar em sua lista de presentes? A nossa Livraria Virtual oferece algumas idéias. Se você tem um parente ou amigo Dekassegui, poderá enviar seu presente diretamente do Japão. Basta clicar aqui em Livro Sabará 18 (para Japoneses). Mas atenção. O livro continua em português.

Clique para ver livros de histórias mineiras 

Tudo começou há poucos anos quando um jovem de apenas seis anos de idade, ao sentar-se à mesa de almoço comigo, assim do nada, olhou para mim e perguntou: "Você acredita em Deus?". Eu, mais que surpreso, apanhado totalmente desprevenido, sem ter tido oportunidade de ensaiar uma resposta, respondi timidamente que sim. Em seguida perguntou-me: "E tem fé?". Outro sim, quase inaudível. Ainda bem que ele parou por aí, porque se ele fizesse uma terceira pergunta neste mesmo nível, eu acho que pularia pela janela.
Ora, colocado por uma criança face a perguntas tão transcendentais, iniciei uma reflexão sobre minhas abaladas convicções religiosas. Daí parti para várias leituras, algumas novas e outras muito antigas. Fui em busca daquilo que todos no fundo desejam saber. Qual é a verdade? Li Elaine Pagels, Karen Armstrong, Flavius Josephus, evangelhos apócrifos, o excelente livro de Raymond Brown sobre o Evangelho de João, livros sobre Maria Madalena, Seth Speaks, Cátarose outros.
Mais recentemente fui apresentado ao "O Livro de Urântia", trazido a público pela primeira vez em 1955. Na sua versão impressa ele tem mais de 2.000 páginas. Não é leitura para fim de semana. É leitura para vários anos, se me permitem. Este livro é uma coleção impressionante de documentos, supostamente escritos por seres celestiais, e transmitidos através de uma pessoa cujo anonimato foi preservado, em estado de sono. Há muitos anos especula-se sobre se este livro é autêntico ou se é uma farsa. A maioria dos leitores, pelo que tenho lido, acha que ele é verdadeiro, apesar de controvertido. Ele nos conta sobre os universos a que pertencemos, sobre a natureza de Deus, sobre a vida de Jesus, sobre a evolução dos homens em Urântia, nome atribuído ao nosso planeta. Não é uma proposta de algum novo culto, não teve objetivo comercial, não é New Age, e é muitas outras coisas. Dizem que só se pode realmente opinar se o lermos em sua totalidade. É o que pretendo fazer, com afinco. Se vou conseguir ou se vou ter tempo, não sei.
Aí talvez eu tenha respostas consistentes para dar ao meu surpreendente e tão jovem interlocutor.
(3 de novembro de 2014)

Cada um tem uma preferência. Eu prefiro a Bento Velho, de Conceição do Mato Dentro. Tio Alfredo prefere a Germana de Nova União, porque a cidade lembra de Joana. Antônio Augusto e Lucílio preferem a Seleta, de Salinas. E tem gente que ainda prefere a Canarinha, Vale Verde ou a famosa Havana. Mas o fato é que a cachaça, realmente, tem o espírito mineiro. Há muito tempo deixou de ser bebida de boteco, do Mercado Central, e se transformou em relíquia dos salões. E com isso, naturalmente, o preço foi lá para as alturas. Uma autêntica Havana, dos tempos de Anísio Santiago, vale uma fortuna. Pois foi a bibliófila Clarissa que foi encontrar este livro maravilhoso de José Lúcio Mendes e me deu de presente.  Diz o livro que as Terras Altas de Minas Gerais produzem, em seus quase nove mil alambiques, a mais apreciada cachaça do Brasil. Prestaram a atenção? Nove mil alambiques. Isto dá para abastecer todo o continente americano, e ninguém botar defeito. Tequila, rum, bourbon? Não dão nem para a saída. Eu e tio Alfredo só abrimos uma exceção para o Steinhager de Porto União - SC. Portanto, meus amigos, vamos beber cachaça, moderamente é certo, mas cachaça de Minas. Por favor. E logo no início do livro tem este texto de Alceu Amoroso Lima, que acho perfeito.
"Tudo em Minas se faz sem pressa. O tempo não conta. Fazem-se as coisas para permanecer, não para aparecer..."

(Livro "Cachaça o Espírito Mineiro", de José Lúcio Mendes Ferreira)
(21 de outubro de 2014)

Delacroix, 1844
Com esta frase forte, "o resto é silêncio", Hamlet, Príncipe da Dinamarca, encerra sua fala no texto dramático de William Shakespeare. Grabriela, que acaba de fazer dez anos, leu atentamente a peça Hamlet, destacou esta frase e afixou na parede do quarto. Como será que uma criança absorve e processa uma leitura tão complexa? Antes disso já acontecera uma discussão sobre o real significado do to be or not to be. Suponho que o mundo esteja ficando muito difícil para os avós, nascidos e criados no século XX, onde as coisas pareciam mais fáceis. Meu amigo Washington que o diga. Esta peça de William Shakespeare foi escrita por volta do ano 1600. Dizem os pesquisadores que ela se baseia em outra lenda do século XIII, e outras até mais antigas ainda. Quem quiser ler mais um pouco sobre as origens sugiro ir até a Wikipédia.
Mas Gabriela ficou sinceramente envolvida com a sorte de Ofélia (que ela pronuncia ofília no original), e acredita piamente na loucura de Hamlet. Muita coisa para a cabeça de uma menina de dez anos, penso eu. No meu tempo líamos apenas O Pato Donald.
(18 de outubro de 2014)

Postagens mais antigas