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A primeira vez que entrei na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em São João del Rei, uma relíquia do barroco mineiro (construída em 1721), estava tão impressionado com o Centro Histórico e com a figura destemida de Bárbara Eliodora, que pensei "se tiver uma filha ela vai se chamar Barbara" (sem acento, para desespero do meu amigo e filólogo Paulo Sarmento). Tive e ela era chamada de Bárbara Lili. Pois só agora tive a oportunidade de ler o livro Inconfidências Mineiras de Sonia Sant'Anna (também sem acento), publicado pela primeira vez no ano de 2000, quando a autora tinha 62 anos de idade. Numa linguagem deliciosa, ela nos conta uma história privada da Inconfidência.
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Exatamente hoje está sendo reaberto ao público o Planetário do Ibirapuera, em São Paulo, depois de três anos de reformas. E ele fica ao lado da única Escola de Astronomia da América Latina disponível ao público. Aprendi que astronomia é coisa séria, e também a trigonometria esférica que me fazia perder horas de sono, com meu professor Alércio Moreira Gomes, descobridor de três supernovas quando trabalhava no Observatório de Monte Palomar, em San Diego, California.

Nicolau Copérnico, nascido na Polônia em 1473, ousou dizer, com a complacência da Igreja naquela época, que a Terra girava em torno do Sol e também em torno de si mesma.  Era o começo do fim do universo antropocêntrico. Está lá no seu De Revolutionibus Orbium Coelestium, publicado em 1543 com a extraordinária tiragem de 500 exemplares, somando a primeira e segunda edições.
Quando Galileu deu prosseguimento aos estudos de Copérnico, aí foi um Deus nos acuda. A Igreja achou que já era demais e proibiu a obra de Copérnico como perniciosa e mentirosa. A Terra não girava em torno do Sol. Até Martinho Lutero embarcou nessa.

Portanto, saudemos o retorno do Planetário do Ibirapuera, que nos permite observar o céu de São Paulo claro e límpido, mesmo em datas anteriores, como era aquele no dia 9 de julho de 1932.

(24 de janeiro de 2016)

O famoso livro de Umberto Eco "O Pêndulo de Foucault", que alguns críticos consideram como excessivamente erudito e de difícil leitura, começa com o personagem Casaubon se escondendo em um periscópio dentro do Musée des arts et métiers, no Marais (Paris), para tentar encontrar seu amigo Belbo e possíveis Templários. É lá que está o Pêndulo de Foucault original, e o laboratório de Pasteur, junto com cerca de 80.000 objetos dos mais variados tipos que atestam a evolução das máquinas, modelos e ferramentas desde o século XVIII.
O museu, anexo ao Conservatoireque abriga uma das mais antigas escolas de engenharia da França, ocupa o espaço do que foi a igreja católica de Saint-Martin-des-Champs, fazendo parte de  uma abadia beneditina do século XII. Esta igreja foi ocupada durante a Revolução Francesa em 1790, e tornou-se depois o repositório que deu origem ao museu, aberto oficialmente em 1802. Você pode fazer uma visita virtual ao Musée e conhecer as diversas coleções clicando aqui (através do Google Cultural Institute).
(SRombauts at French Wikipedia - photo by SRombauts)
(18 de janeiro de 2016)

Acabei de ler sobre este tratado de culinária no Estadão. Achei muito interessante. De autoria de Domingos Rodrigues é considerada a primeira obra em português sobre o assunto, e teve sua primeira edição em Lisboa ainda no século XVII. Teve muitas outras edições que foram sendo acrescidas de novas receitas, inclusive uma impressa no Rio de Janeiro em 1838. O autor trabalhou para fidalgos e também cozinhou para o rei de Portugal (na capa está escrito "Mestre da Cozinha de Sua Magestade"). Fui ler uma edição completa na excelente biblioteca digital da Biblioteca Nacional de Portugal.

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O Código do Samurai, um texto do século XVI atribuído a Daidoji Yuzan, começa assim:

"Aquele que é um Samurai deve ter em mente, antes de qualquer coisa, de dia e de noite, do desjejum do primeiro dia do ano novo até a noite do último dia do ano velho, o fato de que ele tem que morrer."

(11 de janeiro de 2016)

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