Blogger Template by Blogcrowds.

 A iniciativa pioneira do Hospital da Baleia (em Belo Horizonte), com o projeto idealizado por Cláudia Pereira, e tornado realidade com o apoio da Estante Mágica, merece todo nosso aplauso.
 Crianças em tratamento oncológico foram estimuladas, nos intervalos entre sessões de quimioterapia, a escrever livros de histórias infantis, alguns entremeados com os próprios dramas pessoais.
 Os primeiros sete livros publicados, em capa dura e brochura, tiveram lançamento e sessão de autógrafos dos jovens escritores no Olympico Club, da minha infância e início da adolescência em Belo Horizonte.
 Uma iniciativa maravilhosa. Diz a Estante Mágica, que se intitula o maior projeto de incentivo à leitura do Brasil, que mais de 400 mil alunos de escolas brasileiras já escreveram e ilustraram seus próprios livros. Fantástico.
 Parabéns à Cláudia, uma voluntária que não se curva diante das dificuldades.

(14 de abril de 2019)

No nosso livro Armazém Colombo, aqui em nossa Livraria Virtual, tem uma pequena história que fala do Hospital da Baleia.

  Nestes tempos atuais, quando virou moda falar do Golpe de 1964 (até na ONU!), um fato histórico que aconteceu no Brasil há 55 anos, lembrei-me de mencionar neste blog um livro que tem uma história muito interessante, cujo autor foi um protagonista importante daquela época. Explico.
  Algum tempo depois do falecimento de Carlos Lacerda, a família fez uma doação de seu arquivo com cartas e documentos para a Universidade de Brasília. Esta, por sua vez, fez uma parceria com a Fundação 18 de Março, de Belo Horizonte, que resultou na publicação de vários livros, fruto de um intenso trabalho de equipe, coordenado pelo Dr. Túlio Vieira da Costa.
  Em uma destas cartas, o menino Carlos de 9 anos, promete à sua mãe que jamais será um político. Coisa que foi a vida toda, até a sua morte.
  E a equipe encontrou nos arquivos de Carlos Lacerda 21 contos inéditos, que mostram uma outra faceta desta personalidade intrigante. A de escritor, de enorme talento, que nunca quis se arriscar a escrever um romance. Estes contos foram colocados em livro, editado pela primeira vez em 2003, e divididos em duas partes: contos da juventude e contos da maturidade. Aqueles da juventude são em maior número e são espetaculares. Destaco A jovem caranguejeira e José e seu roubo.
  Carlos Lacerda legou-nos, também, A Casa do Meu Avô, um livro icônico, já citado aqui neste blog.

(5 de abril de 2019)

 Conheci o Mosteiro, primeiro, por ter assistido a várias missas de domingo na Igreja (hoje Basílica) Abacial de São Sebastião. Considero que foi um privilégio. Uma Avenida Sete onde era possível caminhar tranquilamente até a descida da Ladeira da Barra. Acho que este era o tempo do Abade Dom Timóteo, mineiro de Barbacena e primo de Alceu Amoroso Lima. Depois, conheci as partes acessíveis ao público, e a imensa riqueza cultural que ele preserva.

 O Mosteiro de São Bento da Bahia foi fundado em 1582, e foi o primeiro mosteiro beneditino do Novo Mundo. Mais antigo que aqueles de Olinda e do Rio de Janeiro.  O seu acervo de peças sacras e obras de arte é imenso. A sua biblioteca tem cerca de 300 mil volumes (já imaginou o que é isso?), e talvez possua o maior conjunto de obras raras no Brasil.

 Recentemente fiquei maravilhado com o monumental trabalho de Dom Gregório Paixão e uma equipe de especialistas, livro editado em 2011, quando o Mosteiro completaria seus 430 anos. São 400 páginas de uma qualidade incrível em texto e imagem. Apenas como amostra para bibliófilos, as extremidades do miolo foram douradas.
 Procurei inserir abaixo algumas fotos do corpo do livro para que tenham uma pequena ideia. Clarissa, cujas fotos ilustram a capa de vários livros e Yomutan, um artista que a Bahia nos deu de presente, certamente irão apreciar. E pensar que houve tempo (1911) em que quiseram derrubar o Mosteiro para construir uma sede do governo estadual e fazer um novo traçado da avenida. Tem dó, como dizia Credidio Rosa. Alguém mais poderoso não permitiu. Deo Gratias.

(16 de março de 2019, em homenagem à querida Adriana Schwartz, que já morou na Bahia e hoje mora em São Paulo, no dia do seu aniversário.)






Existem muitas famílias Muzzi, ou com grafia parecida, no Brasil. Este livro que levou anos de pesquisa para ser escrito pela mineira Marilene Guastaferro Magalhães é sobre uma família Muzzi em especial. Aquela dos descendentes de Pedro Muzzi de Barros, nascido em Angola e transferido no início do século XIX para a tropa regular portuguesa em Minas Gerais. Era filho de um italiano de Florença e uma portuguesa. Casou-se, em segundas núpcias, em Ouro Preto com Francisca Jesuína Galvão de São Martinho, neta do Brigadeiro Pedro Affonso Galvão de São Martinho, um personagem da época da Inconfidência Mineira, e bisneta do Doutor Manoel Manso da Costa Reis, outro personagem de destaque em Vila Rica.
O livro tem uma excelente introdução histórica contada por Inácio Muzzi Fonseca, e é repleto de fotos dos descendentes e um pouco de suas histórias. Marilene fez um trabalho espetacular, do qual fomos testemunhas. Uma dificuldade levantar todas aquelas informações.


No livro Esta brava e estoica gente das Gerais (em nossa Livraria Virtual) você encontra outras histórias sobre os ascendentes dos Muzzi em Minas Gerais, na Bahia e Portugal.

(6 de março de 2019)


"Que raízes são essas que agarram, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa?"
(T.S. Eliot, O Enterro dos Mortos, The Waste Land, 1922)

Os mineiros são duros, persistentes, obstinados. Uma gente verdadeiramente estoica, que valoriza a sabedoria, a natureza e a ética. Aprenderam isso lá para trás, quando tiveram que enfrentar a febre, as feras, a chuva e o sol. Enfrentaram os da terra, que os queriam mandar de volta para o litoral. Enfrentaram os reinóis, que tudo queriam para El-Rei. Enfrentaram a fome e as feras da floresta. Vieram, no início, de Portugal, da Bahia e de Piratininga. Foram forjados no caráter de lutadores. Segundo Alceu Amoroso Lima, em seu Voz de Minas (1945), "O respeito pelos mortos é um dos mais belos traços do caráter mineiro."
E é por isso que estamos aqui e podemos escrever estas palavras. Vamos sobreviver.

O nosso livro "Esta Brava e Estoica Gente das Gerais" (Carlos Vieira e Josélia Teles) conta um pouco desta história de lutas, pegando como exemplo dois troncos mineiros com antepassados de muitas origens. O ebook pode ser baixado gratuitamente da Smashwords (vários formatos) ou da Amazon (formato mobi).
(19 de fevereiro de 2019)


Postagens mais antigas