Blogger Template by Blogcrowds.

Lançamento virtual do novo  romance do autor independente Carlos G. Vieira. Tchan-tchan-tchan-tchan.

A lista de personagens femininos é grande: Andréa, Nayara, Marluce, Sofia, Alessandra, Olívia, Mafalda, Joana, Clara e Elsa.

E a dos personagens masculinos não fica atrás: Frei Apolônio, senhor Abílio, Marcão, Afonso, Goffredo, Mário, Canela, Marcondes, Gabriel, Rafael, Miguel, Pablo, Aristeu, Fred, Ildefonso, Montalban, Valdir e Klaus. E um detestável Johnny, o sempre solícito. E ainda tem sobra para algumas personalidades reais, como Otávio, Ricardo e Washington. Isto já não é mais lista de personagens, é uma verdadeira gangue.

Tem de tudo neste livro. Amor e perdição. Livro impresso e eBook. Pode ser encontrado na Amazon e Smashwords.
A versão digital custa no Brasil o absurdo preço de cerca de R$4,00 (US$0.99 no resto do mundo). Uma vergonha.

Você pode ler, com facilidade, este e outros livros no formato eBook no seu próprio celular, tablet ou computador. O  aplicativo  Kindle pode ser baixado gratuitamente na App Store ou Google Play. A Smashwords também disponibiliza vários formatos compatíveis com os eReaders do mercado. Vamos mudar para o formato digital e salvar o Planeta.

(23 de novembro de 2019)

  Nós aqui sempre fizemos uma apologia dos eBooks. Por uma razão muito simples. Para autores independentes, que não contam com a infraestrutura de promoção e distribuição das grandes editoras, os eBooks são muito fáceis de se propagar pelo mundo todo, muito além de nossas fronteiras físicas. E, além disso, o custo de cada download pode ser irrisório. Aqui mesmo, em nossa livraria virtual, temos autores com livro gratuito e outros que custam o equivalente a 4, 5, 6 reais. Então, esta seria a solução ideal para multiplicarem-se os leitores. Outra coisa que temos observado é que editoras tradicionais, por uma questão mercadológica, colocam os preços de eBooks muito próximos dos livros impressos, o que é uma incoerência total. Existem autores, como o apreciado português José Rodrigues dos Santos, cujos livros só podem ser encontrados no formato impresso.
  Em 2018 os eBooks perderam espaço, ao contrário das previsões e do cada vez maior uso de gadgets eletrônicos. Os livros impressos cresceram em volume de vendas nos Estados Unidos, junto com outro fenômeno muito interessante. As grandes redes de livrarias lá estão cedendo espaço a livrarias independentes, com ênfase na comunidade local, que vão muito bem obrigado. Até uma emblemática Barnes and Noble fechou vários pontos de venda, coisa parecida com o que presenciamos aqui com as tradicionais Saraiva e Cultura.
  Agora, a questão que se impõe para reflexão de autores independentes é a seguinte: Como as novas gerações vão lidar com o livro, impresso ou digital? Acabei de comprar um playstation PS4 para criar um ambiente de interesse para várias crianças da família. Ninguém ainda se interessou pelas minhas estantes repletas de livros, espalhadas pela casa. Preocupante.

(14 de agosto de 2019)

  O autor deste livro, que recomendo a todos os autores independentes, faz uma indagação muito pertinente. Quem foi que determinou todas as regras, normas, classificações e subclassificações que regem a nossa escrita? Terá sido um ser privilegiado, tal como Moisés, que as recebeu do próprio Deus no Monte Sinai? A resposta é difícil de ser dada, perde-se no tempo, mas uma coisa é certa. Não fomos nós, usuários, que numa ampla pesquisa opinamos. E o Acordo Ortográfico, que alguns escritores portugueses como Miguel Sousa Tavares recusam-se a seguir e nós aqui no Brasil somos obrigados? Este, então, é surpreendente. Uns sábios, daqui e de Portugal, se reúnem e decidem como devemos escrever as palavras comuns. Mas, mesmo assim, permitem duas formas de se escrever para algumas destas, de maneira a respeitar o uso corrente aqui ou em Portugal. Resultado, continuamos todos querendo escrever da mesma forma como aprendemos há muito tempo no ensino fundamental.
  Uma coisa que particularmente me deixa enlouquecido, como autor, é a história do "porque", "por que" e "por quê". Outra é não se poder, numa sequência, colocar vírgula antes do "e".
  O autor acha que existe uma corporação de linguistas e professores, cuja especialidade é dizer o que não pode. Segundo ele, esta insere-se na tradição judaico-cristã do pecado, da culpa, do remorso. Cita alguns exemplos de gramáticas e opiniões de especialistas em Língua Portuguesa, que mais complicam do que facilitam. E ninguém responde a uma pergunta muito simples: em que consiste o escrever bem? Resposta que interessaria, de pronto, a todos nós autores. Ele acha que grande parte das normas do que não pode no uso da Língua assemelha-se às regras de etiqueta, da mesma maneira como os cerimonialistas determinam arrumação de pratos e talheres em mesas de banquete. São, na verdade, o que os americanos chamam de bullshit. Com uma diferença. Ai do autor, jornalista, ou candidato em concurso público que se aventurar a contestá-las. Os revisores são implacáveis. Não interessa o conteúdo, só a forma. Aparecem logo os que adoram fazer correções nos livros dos outros. Eu mesmo fiz isso outro dia (mas a título de colaboração, óbvio). Meu amigo Sarmento, também ele um autor independente, já fez muitas.
  O livro é escrito com forte dose de bom humor. O autor chega, inclusive, a redigir uma crítica ao próprio livro e a suas afirmações, com o pseudônimo de D. Parvo. Só ao final ficamos sabendo disso.

(Livro Os mistérios da Língua Portuguesa, Eduardo Kanan Marques, ed. Thesaurus, 2016)

(5 de agosto de 2019)

  Os mineiros dirão que sim. Minas é eterna. Quem vai a Tiradentes, mesmo sendo turista estrangeiro, fica maravilhado. Outro dia me disseram que Tiradentes foi escolhida como a melhor opção turística do Brasil. Acho um pouco de exagero, mas vá lá. Minha amiga portuguesa Maria Fernanda, quando lá esteve, me disse "Isso aqui é o Alentejo".

  Meu amigo Clóvis me diz que vai em breve visitar o Serro. Aproveitei para repassar uma postagem deste blog que fala da Chácara do Barão do Serro. E hoje li no jornal que o novo presidente da Academia Mineira de Letras quer abrir ao grande público o acervo enorme da Academia e cita Eduardo Frieiro, também objeto de uma postagem nossa (Feijão, Angu e Couve).

  Mas o que dizer dos desastres recentes, como Brumadinho, e a permanente ameaça a Barão de Cocais e, claro, à nossa Santa Bárbara (que deu nome a um delicioso pudim) de Carmélia Pereira? Foi a extraordinária genealogista Silvia Buttrós, em seu livro Os Prados de Carmo da Escaramuça,  que nos revelou que lá nasceu nosso antepassado comum da família Prado, personagem que um dia cheguei a acreditar que era mesmo paulista, talvez nascido em Itu, cidade onde eu já quis morar. A querida Adriana Schwartz diz que eu sou a pessoa que ela conhece que mais quis morar em outros lugares. Poços de Caldas continua na lista.

Carlos Drummond de Andrade, o poeta de Itabira, que morava aqui no Rio na Rua Conselheiro Lafayette (bisavô da Corina), escreveu em seu famoso poema  E agora, José?

"Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?"

(6 de julho de 2019)


Quer ler mais sobre coisas de Minas Gerais? Faça um download gratuito deste eBook (vários formatos).
Anotações genealógicas sobre dois troncos mineiros.



  Por sugestão de minha terapeuta multidimensional comprei e li o livro Autobiografia de um Iogue, do Paramahansa Yogananda, falecido em 1952, nos Estados Unidos. Devo ter sido a última pessoa no Ocidente a fazer isso. Todo mundo com quem comento minha descoberta sorri com benevolência e diz "Ah, sim, o Yogananda", na maior intimidade. Eu confesso que nunca havia lido. E nossa autora Fátima Teles ainda me disse que este era o livro de cabeceira de Steve Jobs.

  Pois bem, o livro vale a pena ler. É fascinante. Somos apresentados aos gurus mais famosos da Índia, e termos estranhos em sânscrito, com revelações surpreendentes.

  Queria mencionar duas passagens apenas, para ilustrar. A primeira delas é a ressurreição do guru de Yogananda, algum tempo depois que ele próprio havia presidido a cerimônia de sepultamento de Yukteswar. Muito semelhante ao que aprendi nas aulas de catecismo. A segunda passagem é o encontro de Yogananda com Nirmala Devi, tida como santa e que ele não conhecia pessoalmente. Esta, ao vê-lo, desce do carro onde estava e diz: "Pai, o senhor veio." E depois, "Pai, estou me encontrando com o senhor nesta vida, depois de séculos! Por favor, não vá embora ainda."

  Suspeito que a senhora Helena Petrovna Blavatsky quando nos dizia dos segredos dos mestres indianos, que eu pensei em encontrar em seu livro Isis Sem Véu e não encontrei, estava se referindo a estes gurus como os veneráveis Babaji, Lahiri Mahasaya e Sri Yukteswar Giri.

  Depois disso, comecei uma fase mística, e a ler vorazmente livros de Kriya Yoga e auto conhecimento. Nunca é tarde para aprender. Devo tudo isso à minha terapeuta, que fez rapidamente as malas e partiu para a Inglaterra. Provavelmente antes que eu a perturbasse com muitas dúvidas ou entrasse em meditação profunda.

(22 de junho de 2019)


Postagens mais antigas