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Nesta era do conhecimento, existe uma forma de capital mais valiosa do que o capital financeiro ou o capital imobilizado. Uma forma que não é facilmente visualizada e muito raramente incorporada ao valor de mercado de uma empresa, porque ainda não existe uma norma contábil universalmente aceita para isto.

Trata-se daquele capital que reside na cabeça das pessoas ou é proveniente do trabalho e da criação do intelecto. Quando o Facebook anunciou que comprou o Snapchat em 2016 por 49 bilhões de dólares, depois de ter comprado o Whatsapp e o Instagram, é razoável indagar-se onde estão as fábricas, o maquinário e os inventários que justificam esta ordem de grandeza de faturamento, e as consequentes margens de lucro que permitem estas aquisições. Em 2016 o Facebook faturou quase 27 bilhões de dólares e teve um lucro líquido de pouco mais de 10 bilhões.
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Certamente eles não existem, ou existem em um patamar infinitamente mais baixo, por exemplo, que um grupo Votorantim (que em 2016 teve vendas de cerca de 26 bilhões de reais e prejuízo de cerca de 1 bilhão), ou uma YPF (Argentina), ou mesmo uma Televisa (México). Podemos dizer que o Facebook e a Microsoft são hoje a quintessência da presença do capital intelectual no século XXI, embora a própria indústria de software, com suas milhares de empresas no mundo inteiro, seja apenas uma parte desta história.

O capital intelectual também é usado nas empresas mais tipicamente representativas da era industrial e pós-industrial, há muitas décadas. Ele é representado pela experiência acumulada, como é o caso da Usiminas, que exporta tecnologia de fabricação do aço para outros países. É representado pelo esforço de pesquisa em novos métodos, como é o caso da produção de petróleo em águas profundas, desenvolvida pela engenharia da Petrobrás. É também o talento e o nível de eficiência atingidos pelos bancos Itaú e Bradesco no uso de computação bancária. E também é o esforço de capacitação de antigos e novos médicos, realizados pelo Instituto do Coração e o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O capital intelectual reside na cabeça das pessoas, nos bancos de dados corporativos, nas metodologias de trabalho, no domínio de tecnologias emergentes e no aprimoramento de processos. A Fundação Christiano Ottoni, de Belo Horizonte, desenvolveu uma extraordinária capacitação em métodos de qualidade desde a década de 80 do século passado, repassados a uma infinidade de empresas e instituições brasileiras, a partir de idéias e experiências obtidas, há muitos anos, no Japão.

Quanto vale uma empresa? A resposta hoje deve levar em conta principalmente o seu capital intelectual e o seu capital de clientes. Os ativos imobilizados são apenas uma parte do negócio.

(28 de junho de 2017)

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