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    O primeiro livro que li de Roberto de Castro Neves foi publicado em 1983. Baleia Branca. Fui convidado para o lançamento, não pude ir, comprei depois o livro e pedi que ele autografasse. Recentemente ele me enviou cópia do meu bilhete de quase quarenta anos atrás. Fiquei surpreso que ele tivesse guardado por tanto tempo. Em seguida, enviei-lhe foto do livro, mostrando a dedicatória. Ele nem se lembrava mais. Baleia Branca é um livro extraordinário e mostrou todo o talento literário do autor, homem que fez sua carreira profissional, principalmente, na empresa privada, com múltiplos interesses. Tenho aqui na estante vários livros dele. Escreveu mais de dez. Inclusive, um alentado manual sobre comunicação empresarial integrada.

    Em janeiro deste ano, recebi uma mensagem de sua editora, Lúcia Koury, confirmando meu endereço, porque Roberto queria me enviar o livro Etcétera,  publicado este ano.

    Há menos de um mês me ligou para comentar sobre um conto recente, que deve fazer parte do próximo livro. Conversamos sobre várias coisas, lembranças, literatura, e sobre as nossas idades. Falei de seu estilo, que me lembrava um pouco Nélson Rodrigues. Direto, realista, contundente. A última leitura que fiz de algum escrito dele, a seu pedido, foi do conto Vida que segue, inédito.  

    Ontem, fiquei sabendo que ele nos deixou, de repente. Fiquei chocado. Deixo aqui nesse blog, destinado a autores e leitores, a minha homenagem a um autor cuja escrita inconfundível vai fazer muita falta.

(11 de junho de 2021)

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