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Este livro, que acaba de ser publicado, é uma leitura amena e intrigante. Obra de ficção, apresenta várias histórias interligadas, que começam no século XIX e terminam em meados do século XX. Uma delas apresenta ao leitor dois imigrantes portugueses, Antônio e Maria da Conceição, que chegam a Salvador numa época em que o famoso Mercado Modelo nem existia e a Antiga Sé era a sede da arquidiocese. Tem uma história que começa no sertão de Pernambuco, perto da Vila de Garanhuns, com José e Carolina e que termina em Magé, no Rio de Janeiro. Tem história que começa na Vila Inhomirim, com Josefa Amelie, passa por várias cidades mineiras, e termina no Sul de Minas. E é aí que entra em cena a personagem Maria Joana, menina rebelde e atrevida que constrói a sua própria história. Mais não conto para não dar spoiler.

O livro pode ser encontrado na versão impressa na Amazon e na Uiclap, e na versão eBook na Amazon e Rakuten Kobo (aqui também com uma versão em Língua Inglesa e outra em Espanhol)

(11 de julho de 2026)

Aconteceu anteontem em Austin, Texas, o lançamento oficial do novo livro de nosso autor independente Álvaro Esteves. Em evento numa biblioteca, que casualmente leva o seu nome, o livro foi apresentado com direito à leitura de uma história e comentários sobre outras. O livro reúne acontecimentos, alguns mais reais que outros, em que se viu envolvido o autor, relembrando situações curiosas, por exemplo, de quando era apenas uma criança, como é o caso dele parando a escada rolante da antiga Sears, em Botafogo (Rio de Janeiro). Ou lançando flechas perfurantes em uma obra de arte. Álvaro é um grande contador de histórias. Seus outros livros, e aqueles que escreveu em parceria com os netos, comprovam isso. E também tem se revelado um talento para apresentar ao público outros escritores, cineastas e artistas em seu programa Encontro Marcado com Álvaro Esteves, na Caju Radio e no Youtube.
O livro tem o selo da Golden Arrow Books.

Quer conhecer outro livro de sucesso do Álvaro Esteves? Clique aqui.

Carlos G. Vieira (1/5/2026)

Quem deu a ideia deste livro foi uma menina chamada Bianca, moradora da cidade de Petrópolis-RJ. Ela sempre ouvia histórias de um cão chamado Pietro, que tinha nome e sobrenome: Pietro D'Alba Lunga. Assim mesmo, sobrenome de patrício romano. Depois a ideia foi adotada pela Cecília, e seguida por outros da turminha.

Este livro é composto de pequenas histórias, em doses homeopáticas, sobre um cão nascido em Vinhedo-SP, que morou com sua família na cidade de São Paulo e que, depois, se mudou para o Rio de Janeiro e lá viveu seus dias, sem nunca ter tido vontade de ir à praia. O que ele curtia mesmo era estar com suas meninas. Toda a sua vida foi dedicada a elas, fielmente.

Bianca recebeu o seu exemplar na noite de Natal de 2025.

(Carlos G. Vieira, em 27 de dezembro de 2025)
 

Outro dia nosso amigo Emerson, mineiro de Teófilo Ottoni, me receitou um remédio infalível para acabar com um resfriado: pincumel. Levei, digamos, uns dois minutos para entender a receita. Não seria preciso nenhuma ida lá embaixo para comprar em alguma das muitas farmácias que nos cercam. Bastava, explicou o nosso Emerson , combinar uma branquinha com uma colher de mel. Tomar duas vezes ao dia, antes das refeições. Segundo a sabedoria mineira, além de liquidar com o resfriado tem também um efeito colateral benéfico: aumenta o apetite. Ainda ponderei que hoje em dia se faz muita campanha contra o álcool, não seria uma boa coisa para o controle da pressão e da glicose. Falei, mas sem muita convicção. Os mineiros sempre resolveram questões de saúde com soluções muito antigas. Minha mãe, por exemplo, só viajava com dois vidrinhos na bolsa: um de noz vômica e outro de elixir paregórico. Segundo ela, santos remédios. Para tudo. Acho que o pincumel (em mineirês é como se diz "pinga com mel") se enquadra nessa categoria.

E foi assim, em meio a um resfriado, que saiu do forno este nosso livrinho. Fala de uma tal de Maria Joaquina, que tinha um sonho de ir para Guarapari e conhecer o mar, essa fixação dos mineiros. E outras histórias e crônicas, algumas delas publicadas neste blog. A capa, com foto de Clarissa, mostra a Casa Azul, em Sabará. Quem se interessar pode comprar na Uiclap ou na  Amazon. Livro impresso ou eBook.

Carlos G. Vieira

(13 de março de 2025)



 Quer ler mais sobre coisas de Minas Gerais? 

Anotações genealógicas sobre dois troncos mineiros.
Onde comprar?

Prefere um eBook? Também temos.

 

Nosso autor independente Washington Luiz Bastos Conceição não para de inovar. Após ter lançado este livro em Português do Brasil, publicou duas versões bilíngues: inglês e espanhol. Transcrevo abaixo a explicação em espanhol.

"Cuando el Covid-19 golpeó a la humanidad, Leilah y Washington, octogenarios, tuvieron que refugiarse en el aislamiento social. En esta condición inédita, vivida en todo el mundo, la pareja brasileña, residente en Río de Janeiro, sobrevivió a la fase más grave de la pandemia. El libro registra el día a día de los dos en el periodo comprendido entre marzo de 2020 y marzo de 2022, las dificultades, su forma de afrontarlas, sus actividades y su control personal para no dejarse desanimar. En los momentos más difíciles, analizaron esa situación extraña, incluso escandalosa, que estaban viviendo, sintiéndose infelices por verse privados de ver a sus hijos y nietos, de estar con amigos, de caminar libremente por la “Ciudad Maravillosa”. Se preguntaban: “¿Cuánto tiempo más nos mantendrá atrapados el Covid-19?”.

Disponível na versão impressa na Uiclap
e na versão ebook na Amazon.

(5 de abril de 2024)

 

Nosso autor independente Washington Conceição acaba de lançar um novo livro. São dezoito histórias sobre diversas pessoas. As histórias são contadas naquele estilo coloquial muito característico dele, que torna a leitura saborosa (se podemos dizer assim), aquela que o leitor não quer interromper de jeito nenhum, que vara a madrugada, que deixa ao término de cada capítulo um sorriso nos lábios, que evoca outras situações nossas do passado. Washington nos fala de amigos e de famosos, com os quais teve contato ou admira. Entre estes últimos Dorival Caymmi e Cantinflas. Dentre os amigos, lá está Credidio Rosa, que tanta falta nos faz naqueles intermináveis cafés da manhã no Leblon.

Por falar no Leblon, há uma história muito interessante relatada pelo autor com relação ao escritor e cronista João Ubaldo Ribeiro, que morava nas imediações da rua Dias Ferreira. E, para ser justo com São Paulo, o livro fala também de um colega de turma do autor na Escola Politécnica da USP, conhecido entre os colegas apenas como Zuza, que se tornou governador do estado: Mário Covas. 

E o livro traz fotos surpreendentes para quem compara com os tempos mais recentes. Uma que me chamou muito a atenção foi da turma do segundo ciclo no Colégio Presidente Roosevelt, em São Paulo, uma escola pública, onde todos os alunos estão de terno e gravata, e o professor Cruz, de matemática,  parece um lorde inglês. Mas tão surpreendente quanto a foto é a memória privilegiada do autor. Que também se revela um profundo conhecedor de música, embora, modesto, tenha revelado não ser muito afinado ao cantar. Deve ter havido alguma reclamação dos vizinhos, no icônico edifício "Meia Lua", na rua Timóteo da Costa. Só pode ser isso.

O livro pode ser encontrado no formato eBook na Amazon e impresso na Loja Uiclap.

 

O autor afirma que todas as vinte e cinco histórias deste livro são verdadeiras, e eu acredito. Muitas delas, ou quase todas, poderiam muito bem fazer parte de um livro de ficção. Mas como eu conheço o autor há mais de sessenta anos (assim mesmo que ele se refere a mim em um dos capítulos), e sou testemunha de algumas coisas relatadas neste livro, eu acredito.

O livro é delicioso, numa linguagem coloquial, como se o autor estivesse ao lado de uma taça de vinho, à mesa com amigos, contando causos, ao estilo mineiro. Anotei que, aqui e ali, aparecem expressões coloquiais, tais como bunda e merda, exatamente como nosso amigo Sarmento jamais escreveria, mas tudo bem. Foram colocadas exatamente no lugar certo, sem trocadilho.

Existem histórias de várias fases de sua vida. Como jovem oficial de Marinha, tentando ser um piloto de helicóptero, salvo de algum acidente fatal pelos psicólogos do exame de seleção que o reprovaram, para total revolta do candidato. Até ser revelado o porquê. Tem história de seu início na empresa IBM, onde foi apresentado na Embraer como um estudioso de aeronáutica, e teve contato com os lendários Osires Silva e Ozílio Silva. Tem história de um terrível choque de 6.000 volts que o deixou temporariamente morto, até ser ressuscitado pelo vizinho da frente. E tem algumas histórias que revelam dons proféticos, premonitórios ou passeio por realidades paralelas. Mas a história que mais gostei passou-se nos arredores de Milão, Itália, quando tentou chegar a uma estação de trem, conduzido pela esposa do chefe naquela época, bastante alterada pela ingestão interminável de bebidas alcoólicas. Mais não digo.

O livro pode ser encontrado na versão impressa na Uiclap, ou no formato eBook na Amazon.

(26 de setembro de 2022, em homenagem à aniversariante de amanhã e personagem do livro, Marilena Esteves)

Achei esse livro, que recebi das mãos de minha vizinha, surpreendente e intrigante. Acho que a última vez que li uma história que se passava no Brasil da época do descobrimento foi o livro de Hans Staden, há muitíssimos anos. O autor, Rodrigo Leão, consegue prender a atenção do leitor até a última frase. Eu me vi cercado de indígenas antropófagos, onças-pretas que saltam no espaço, com bocarras abertas e prontas para abater as presas, um frei que não é exatamente frei, mas um predador perigoso, e uma deliciosa guerreira, chamada Raíra.

O personagem central, Yawara, é um jovem que surge à frente do outro personagem central, João dos Piratiningas, de forma, digamos, inusitada. Este João, que me lembrou um outro, do qual a genealogia me diz que tenho alguma coisa a ver, João de Toledo Castelhanos, é casado com uma filha do famoso Tibiriçá. E, no livro, aparecem nomes vagamente conhecidos: Anhagabaú, Tamanduateí, São Vicente, Martim Afonso de Souza.

Toda a história é contada pelo filho, gerado de forma estranhíssima, de uma certa Vanozza, a Vermelha e Giovanni Pico della Mirandola, morto em 1494,  aos 31 anos, em Florença. Este, por sua vez, autor de um livro intitulado Discurso sobre a dignidade do homem. E tal como no famoso romance (que pouca gente leu) de James Joyce, Ulysses, tudo se passa em menos de 24 horas. Eu elegi minha personagem favorita: a índia Raíra. E descarreguei todo o meu repertório de palavrões, que não são poucos, em cima do "frei" Simião. Leiam, e depois me digam.

(livro Yawara, Rodrigo Leão, editora Quelônio, 2021)

Carlos G. Vieira

(22/02/2022, uma data mágica)

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Nota: Neste mês de março de 2026 o autor está fazendo o lançamento da versão francesa deste livro em Paris. 

A literatura latinoamericana tem nos dado belos livros de realismo fantástico. Só para citar os mais conhecidos, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Gabriel Garcia Márquez. Agora, temos um novo nome nessa lista, Álvaro Esteves (morador de Austin, Texas), que nos brinda, mais uma vez, com histórias fantásticas. A começar dos títulos intrigantes. Por exemplo: Era de Aquário, Brad Pitt on the Rocks, Lulas à Stanley Jordan, Além do Arco Íris.

E cada conto (são apenas sete) é precedido de uma seleção de letras de músicas, a começar por Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi. E a encerrar com Lança Perfume, de Rita Lee. O autor se revela, também, um amante da música popular brasileira.

Eu fico com o último conto, onde o personagem volta a encontrar uma antiga conhecida. "Mas tinha uma coisa que sempre me acompanhou, aqueles anos todos: o seu olhar." E continua, mais adiante: "E eu insistindo em desvendar que ser humano delicado, vivo, era aquele, escondido, que me passava às vezes a sensação de ser alguém de outro tempo." Eu, leitor, acho que deveria ser alguém de outro tempo mesmo, sei não.

(Mutantes incidentais e outros seres inesperados, Álvaro Esteves, 2021, capa de Flávio Brick)

(7 de fevereiro de 2022)

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Amadeu Marques rides again. Com noite de autógrafos programada para amanhã (dia 7/1/2022) em Botafogo, aqui no Rio, o estimado Amadeu lança mais um delicioso livro. Começo pela capa, com simpáticos desenhos de Helena e João. E adianto que são cem crônicas mesmo, muitas delas curtas, como é o caso do livro de Hemingway, em resposta a desafio para escrever um romance com apenas seis palavras!

Queria registrar que Amadeu Marques, um conhecido autor de livros e preciosos dicionários, nasceu em Lisboa e morou até os treze anos na Rua das Flores, perambulou pelo Chiado, certamente fazia pequenas compras no famoso Armazém, além de aprontar alguma no Cais de Sodré.

Suas lembranças mais recentes nos levam à Rua da Betesga, no Rossio, onde ele relata uma experiência surpreendente relacionada com os queijinhos d'amêndoa. Nesse mesmo Rossio, onde ele nos fala do Nicola e de Eça de Queiroz, e levanta uma suspeita de que a estátua equestre de D. Pedro IV, na realidade, seria de Maximiliano do México. Certamente uma aleivosia, diriam os mais tradicionalistas. Ainda em Portugal, o autor revela uma indicação do Comendador Rocha Diniz que merece ser anotada: o vinho Quinta de São Sebastião.

Mas é na cidade do Rio de Janeiro, e em Copacabana em particular, onde transcorrem situações inusitadas. Como estar em um conhecido restaurante das redondezas e ouvir, sem querer querendo, a conversa da mesa ao lado, onde seu nome, de repente, é citado. Em resumo, Amadeu Marques reflete sobre a vida, em deliciosas crônicas, com alegria e otimismo. Tudo isso, com citações em inglês.

(Cem Crônicas Agudas, Amadeu Marques, Chiado Books, 2021)

(6 de janeiro de 2022)

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Outro dia, em junho deste ano, o autor independente Chu Shao Lin completou 80 anos de idade. Assim, de repente. Engenheiro eletrônico formado pelo ITA, com longa experiência em tecnologia da informação, vem escrevendo suas observações sobre vários assuntos desde a década de 90. Primeiro, como convidado do site vece.com (não existe mais, foi antepassado do vececom), depois, fazendo uso das chamadas redes sociais. Nascido na China continental, emigrou com a família para o Brasil, e tem muita história para contar. Uma equipe familiar foi, então, montada para reunir seus escritos em livro, como uma comemoração desta data significativa de sua vida. São oito capítulos que abordam temas, tais como: sociedade, espiritualidade, qualidade de vida, política, biologia, arte e literatura e mitologia. Filhos e netos participaram. A linda capa do livro, por exemplo, é reprodução de uma pintura de sua neta. Um bom exemplo a ser seguido.

A propósito, leiam aqui no blog sobre o livro de Washington Conceição Para você se animar a escrever seu livro e o artigo Como preservar a história das famílias?

O livro Para além do horizonte, nas versões impressa ou eBook, pode ser encontrado na  Amazon. A versão impressa pode ser também encontrada, no Brasil, na Uiclap.

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Lucas Borges é o jovem autor do livro As aventuras de Lucas e o robô dragão, lançado em plena quarentena e disponível na Amazon. Lucas, que mora na cidade de Cedar Park, Texas (Estados Unidos), é um menino de sorte. Tem um avô talentoso, criativo, morando perto, nos arredores de Austin, também em Cedar Park. Os dois fizeram uma parceria para produzir essa história intrigante. Um certo senhor Akira, de origem japonesa, morando no Canadá, construiu um robozinho muito esperto, chamado Fiery. Esse robozinho, premido pelas circunstâncias, acompanha um grupo de aves migratórias e acaba se envolvendo em uma série de eventos em Austin, justamente na casa do personagem Lucas. Uma história envolvente, cheia de ação e lances criativos, que faz com que o leitor - jovem ou adulto - se mantenha ligado no enredo, e passe algumas horas longe das mensagens loucas e notícias decepcionantes do smartphone. Portanto, o livro, além de divertido, é um tônico para a saúde mental. Recomendo.
(Livro As aventuras de Lucas e o robô dragão, Álvaro Esteves & Lucas Borges, 2020)
(8 de setembro de 2020)

O nosso estimado Professor Amadeu Marques avisa a seus amigos que estará ausente do almoço da Confraria por um motivo justo. Vai estar no dia 3 de agosto na Bienal em São Paulo para o lançamento de seu livro  A felicidade, o que é?, edição da Chiado Books. (Ah, o Chiado de tantas lembranças, aproveite e veja aqui no blog umas dicas de Lisboa). E no dia 18 lá mesmo em Lisboa, para o lançamento deste livro.
Amadeu é um infatigável professor de inglês, alfacinha que veio para o Brasil aos treze anos de idade e autor de muitos livros, inclusive de um excelente dicionário que mantenho sempre ao alcance da mão. Este livro ao lado (ou acima) foi escrito para jovens, como ele mesmo explica, dos 8 aos 80 anos.
Mas o que é a felicidade? Retiramos da sinopse do livro:
Faça essa pergunta a uma dúzia de pessoas, receberá uma dúzia de respostas diferentes. Aos olhos de muita gente, ser feliz é sinônimo de estar bem de vida. Para outras, certamente mais sábias, é estar de bem com a vida. É assim que pensa Tico, o personagem em destaque nesta história. Aos olhos de Tico, um jovem não exatamente como outro qualquer, há uma resposta simples e ao alcance de todos. Qual será?
(29 de julho de 2018)

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Em primeiro lugar quero prestar minhas homenagens ao avô do autor deste livro, professor Walter Mors, que empresta seu nome ao Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais da UFRJ. Que avô dedicado. Mesmo depois de aposentado continuava frequentando a universidade, assistia palestras e orientava colegas. Um avô que conseguiu transferir ao neto o amor pelo ensino e a pesquisa, num país que infelizmente assiste ao desmonte de várias universidades, como é o caso atual da UERJ aqui no Rio de Janeiro.
O professor Luiz Mors (atualmente na UFF) escreveu um livro fascinante, em linguagem acessível aos leigos e ignorantes como eu. Já começa que tive que pesquisar o que é etnobotânica. Me lembrei logo de Clarissa, cujas fotos ilustram quase todos os meus livros, e que tem uma jabuticabeira plantada em vaso, dando frutos duas vezes por ano. Eu nunca acreditei, mas ela insiste que é verdade.
Luiz passou algum tempo na Universidade de Gent (UGent), na Bélgica, e relatou várias descobertas que fez a partir de depoimentos de colegas. Como o caso prosaico de um mexicano com dor nas costas porque se propôs a ensinar aos europeus um jogo típico dos olmecas, o futebol mesoamericano. E o que fez dos olmecas um povo muito bem sucedido? Provavelmente a cultura do milho. E por que os espanhóis cismaram de entrar pela mata e descobriram aquele rio imenso, depois chamado das Amazonas? Estavam em busca da canela, que na realidade nunca existiu no Brasil antes do descobrimento. E existe alguma outra forma de se combater o veneno das cobras além do soro antiofídico? Luiz nos introduz ao chá da erva-botão. E conta que a triaga brasílica (antecessora da garrafada nordestina) foi uma adaptação dos jesuítas na Bahia a uma fórmula usada por eles na Europa. Indicada para todo tipo de envenenamento por animais.
E, para encerrar e falar um pouco de maçãs, o que dizer de Eduardo, o colega português que o autor conheceu em Zurique, que ao invés de torcer para o Benfica como o tio Ernesto e Ricardo Caldeira, torcia para um pequeno time na região de Lisboa chamado Cova da Piedade? Eduardo se meteu a colher maçãs, para descobrir depois que os frutos eram bem azedos. A maçã selvagem. Muito apreciada na época da colonização americana porque com ela podia-se fazer sidra. E por isso mesmo combatida pelos puritanos, contra o consumo do álcool pelas famílias. Eu mesmo já usei aqui para dar início ao fermento Severino, usado nos pães que teimo em assar.
E tem muito mais: mangueira, galhas, carvalho, seringueira, centeio, cinchona, cardamomo.

(Livro Plantas e Civilização, Luiz Mors Cabral, Edições de Janeiro, 2016)

(3 de fevereiro de 2017)

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Este livro é um depoimento impressionante de uma brasileira em busca da verdade. Será que ainda podemos dizer assim, entre tantas mentiras divulgadas diariamente nas redes sociais? Ela conta como foi que ouviu falar, pela primeira vez, do Swami Sathya Sai Baba, falecido em 2011 e que estaria completando, exatamente hoje, 90 anos. O livro é uma homenagem a esta data.
A autora independente Maria de Fátima Teles descreve a experiência fascinante que teve ao viver por algum tempo no ashram de Puttaparthi, na Índia, e dirigir-se diretamente a Sai Baba.
Dizem que Sri Sathya Sai Baba tem algo como 6 milhões de seguidores, chamados de devotos, espalhados por todos os continentes. Não é pouca coisa, convenhamos. Ele se apresentou como a reencarnação de um outro Sai Baba aos 14 anos de idade.
Há uma profecia na Índia que diz que três reencarnações aconteceriam em três aldeias próximas de Bangalore. Agora, espera-se a chegada do terceiro personagem vivo.
Livro de estreia da escritora Maria de Fátima Teles, a quem desejamos todo o sucesso possível, neste dia do lançamento oficial de seu livro.
Encontrado nas versões impressa ou eBook na Amazon,  Smashwords e Livraria Cultura, entre outras livrarias virtuais.

Carlos G. Vieira (23 de novembro de 2016)




Maria Pia era menina-moça na Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, em pleno século XVIII. Alice andava pelo País das Maravilhas. Anna saltitava pelo bairro do Rio Comprido, no Rio de Janeiro, para desespero de Hans. Maria da Glória foi rainha aos sete anos de idade. Camila pensou em morar em Lisboa na Rua das Janelas Verdes. Isolda chorava por Tristão. Amalita era amada por Guignard e parece que nunca soube disso. Catarina dizia, e ninguém acreditava, que ela tinha caído no valão de Bonsucesso. Estas e outras histórias estão neste livro que acabou de ser publicado.

Você encontra o eBook na Amazon.com.br , Smashwords (vários formatos para download), Livraria Cultura e o livro impresso  na Amazon

(atualizado 27 de maio de 2016)

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